Síndrome do túnel do carpo: médico explica o que é, sintomas e tratamento
Ortopedista diz que sintomas podem passar despercebidos e evoluir para perda de força e dormência intensa nas mãos

A síndrome do túnel do carpo (STC) é uma neuropatia caracterizada por dor, dormência e formigamento no polegar, indicador, médio e parte do anelar. Esses sintomas costumam aparecer durante a noite e surgem de forma lenta e progressiva em ambas as mãos.
Auro Brito, médico ortopedista especialista em cirurgia da mão, explica que a síndrome atinge entre 2% e 5% dos pacientes, sendo mais prevalente em mulheres entre 40 e 60 anos.
"As mulheres têm risco de três a cinco vezes maior de desenvolver a doença em comparação aos homens. Além de questões anatômicas, como ter um túnel do carpo naturalmente mais estreito, certas atividades contribuem para o quadro, como o uso frequente de celulares e o manejo de ferramentas que geram vibração (marteletes e pistolas de pintura). Problemas de saúde como obesidade, diabetes, hipotireoidismo, tabagismo e etilismo também são fatores que agravam o risco”, afirma o médico em participação no programa Acir Antão desta quarta-feira (15).
Como os sintomas evoluem lentamente, muitas vezes o paciente acredita que o desconforto é uma situação normal. O ortopedista explica como diferenciar e como é feito o diagnóstico.
"É comum que pacientes comecem a deixar cair objetos, o que ocorre devido à perda de força ou à intensa dormência, sintomas que podem se estender para o período do dia conforme a síndrome evolui. Além disso, existe uma relação frequente entre a síndrome e alterações hormonais nas mulheres. Para confirmar o problema, o diagnóstico inicial é clínico, baseado no tato e no histórico de sintomas do paciente. Exames complementares podem ser solicitados, como ultrassom, ressonância magnética e eletroneuromiografia."
O tratamento varia conforme a gravidade da síndrome. "Em casos iniciais ou leves, o tratamento pode envolver fisioterapia, uso de órteses e talas noturnas para aliviar a compressão. Entretanto, por ser uma doença compressiva progressiva, a lesão nervosa tende a se agravar com o passar dos anos, podendo exigir intervenção cirúrgica. Sinais de gravidade, como a perda de força e o atrofiamento da região ao redor do polegar (eminência tenar), podem indicar a necessidade de cirurgia imediata, mesmo sem exames complementares", afirmou o especialista.
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



