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Sarampo deixa cerca de 900 mortos em Bangladesh; veja sintomas e prevenção

País asiático registrou milhares de casos suspeitos e confirmados de sarampo acumulados nos últimos meses; especialista alerta para baixa cobertura vacinal

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Sarampo
Principais sintomas incluem manchas na pele e febre alta • Magnific

Bangladesh registrou cerca de 900 mortes por suspeita de sarampo, além de dezenas de milhares de casos suspeitos e confirmados acumulados ao longo dos últimos meses. Segundo especialistas, isso ocorre devido a brechas na imunização contra a doença no país.

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Os principais sintomas incluem manchas vermelhas e febre alta.

“É a doença mais contagiosa que conhecemos. Depois que uma pessoa com sarampo abandona um ambiente, quem entrar lá até 30 minutos depois que ela saiu ainda pode pegar sarampo. A doença não perdoa uma comunidade com baixa cobertura vacinal”, afirma o epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro durante participação no programa Acir Antão, da Itatiaia.

O médico destaca que não há casos assintomáticos entre pessoas sem histórico de vacinação contra o sarampo. "Geralmente, após 2 a 3 dias de febre muito alta, aparecem as manchas. Elas têm uma característica especial: são descendentes, começando no pescoço e chegando aos pés por volta do quarto dia."

Os pacientes com sarampo apresentam febre muito alta, por volta de 40ºC, por cerca de sete dias. "Além disso, o vírus pode causar pneumonite e meningoencefalite. Mas o pior é que o vírus do sarampo invade as nossas células de defesa, abrindo espaço para complicações bacterianas. A maioria das mortes por sarampo ocorre por pneumonias bacterianas, pois o vírus enfraquece o sistema imune. Outras complicações comuns são otites e amigdalites", destaca o especialista.

A principal forma de prevenção é a vacina. No Brasil, o imunizante é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Não existe tratamento direto contra o vírus do sarampo até hoje. A prevenção é feita por meio de vacinas seguras, eficazes e usadas há mais de 50 anos."

Segundo o epidemiologista, todas as pessoas com menos de 30 anos devem ter registro de duas doses na caderneta de vacinação. Menores de 60 anos devem ter pelo menos uma. "Não tem o registro ou não encontrou o cartão? O melhor é procurar a unidade de saúde para verificar a situação", recomenda.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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