Sabia que controlar a glicose pode aumentar as chances de gravidez?
Segundo a Ciência, manter os níveis de açúcar no sangue equilibrados favorece a saúde reprodutiva de mulheres e homens, melhora a qualidade dos óvulos e espermatozoides e reduz riscos durante a gestação

Manter a glicemia estável ajuda o organismo a criar condições mais favoráveis para a fecundação, o desenvolvimento do embrião e uma gravidez saudável. O desequilíbrio metabólico, por outro lado, pode interferir em diferentes etapas do processo reprodutivo. É o que explicam médicos ouvidos pela site argentino Infobae.
Nas mulheres, níveis elevados de glicose podem provocar alterações hormonais, ciclos menstruais irregulares e dificuldades na ovulação. Também podem afetar a qualidade dos óvulos, dificultar a implantação do embrião no útero e aumentar o risco de aborto espontâneo nas primeiras semanas da gestação.
Os homens também podem ser impactados. A hiperglicemia está associada à piora da qualidade dos espermatozoides, incluindo alterações na quantidade, na mobilidade e até danos ao material genético. Esses fatores podem reduzir as chances de fecundação e comprometer o desenvolvimento inicial do embrião.
A reportagem ressalta que o problema não está apenas no diagnóstico de diabetes. Mesmo pessoas com resistência à insulina, pré-diabetes ou episódios frequentes de variações na glicemia podem apresentar impactos na fertilidade. Por isso, a avaliação metabólica faz parte da investigação de muitos casais que enfrentam dificuldades para engravidar.
Além do acompanhamento médico, hábitos saudáveis desempenham papel fundamental. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, sono de qualidade e redução do estresse contribuem para manter os níveis de glicose sob controle e melhorar a saúde reprodutiva.
Os médicos ouvidos pelo Infobae também reforçam que mulheres com diabetes podem engravidar e ter uma gestação saudável, desde que a doença esteja bem controlada antes da concepção e durante toda a gravidez. Esse cuidado reduz significativamente o risco de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



