Retinoides: entenda as diferenças entre as opções e quando devem ser usados
Dermocosméticos podem ser usados o tratamento de acne, alterações de textura, hiperpigmentação e sinais de fotoenvelhecimento

Os retinoides são ativos amplamente estudados e utilizados na dermatologia, e ganharam espaço nas rotinas de skincare. Derivados da vitamina A, eles estimulam a renovação celular e melhoram a estrutura da pele.
Segundo o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética, esses ativos auxiliam no tratamento de acne, alterações de textura, hiperpigmentação e sinais de fotoenvelhecimento.
"Na prática, eles podem ser grandes aliados no tratamento da acne, das alterações de textura, da hiperpigmentação e dos sinais do fotoenvelhecimento", diz o especialista. Ele explica que o uso adequado e contínuo suaviza linhas finas e contribui para uma pele mais uniforme.
Embora pertençam à mesma família, os retinoides não são todos iguais. "Retinol, retinaldeído, adapaleno e tretinoína, por exemplo, pertencem à mesma família, mas não são equivalentes." Segundo Thiago, alguns estão presentes em cosméticos, enquanto outros são medicamentos e exigem indicação e acompanhamento profissional.
A escolha também não deve se basear apenas na concentração ou na popularidade de um produto. "O melhor retinoide é aquele adequado à necessidade daquela pele, à sua tolerância e ao objetivo do tratamento." Isso é especialmente importante porque o uso pode provocar vermelhidão, ardor, ressecamento e descamação.
A ideia de que descamação intensa indica maior eficácia porém, é equivocada. “Irritar excessivamente a pele não significa obter um resultado melhor e pode, inclusive, comprometer a barreira cutânea e dificultar a continuidade do tratamento." Por isso, a introdução do ativo deve ser progressiva, com aumento gradual da frequência conforme a tolerância.
Outro cuidado é evitar combinações por conta própria. "Combinar, por conta própria, retinoides com vários ácidos, esfoliantes ou outros ativos potencialmente irritantes pode sensibilizar bastante a pele". Para o especialista, uma rotina mais simples, com limpeza adequada, hidratação e fotoproteção, pode ser mais eficiente do que uma sequência extensa de produtos.
O uso de protetor solar também é indispensável durante o tratamento. "Quem busca tratar manchas, textura e envelhecimento da pele precisa entender que nenhum protocolo de skincare compensa uma exposição solar inadequada." Thiago ressalta ainda que é preciso ter paciência: embora algumas mudanças possam aparecer nas primeiras semanas, resultados mais consistentes dependem de uso regular durante meses.
A indicação deve ser individualizada. Gestantes, por exemplo, devem evitar o uso de retinoides por conta própria, enquanto pessoas com pele muito sensível, dermatites, rosácea ou barreira cutânea comprometida podem precisar de estratégias específicas. “Os retinoides são excelentes ferramentas quando bem indicados, mas não precisam ser encarados como uma etapa obrigatória de toda rotina de cuidados com a pele.”
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



