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Remédio revolucionário pode acabar com epidemia de AIDS até 2030; conheça o Lenacapavir

Estudo feito por farmacêutica americana demonstrou que a medicação é capaz de prevenir a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids)

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Medicamento será injetável
Medicamento será injetável • Reprodução / Agência Brasil

Testes feitos pela farmacêutica americana Gilead Sciences revelaram que a medicação injetável de longa duração, a Lenacapavir, é eficaz em prevenir infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). O medicamento consegue impedir a replicação do HIV ao afetar várias etapas necessárias para o ciclo de vida do vírus e pode definir o fim da epidemia mundial de Aids.

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No início do mês, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), celebrou os resultados da pesquisa. "O UNAIDS recebe com entusiasmo os resultados dos testes da Gilead Sciences sobre o medicamento injetável de longa duração Lenacapavir para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o HIV. Esta inovação oferece esperança de acelerar os esforços para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030", afirmou um comunicado da organização.

Pesquisa

A pesquisa da Gilead Sciences foi feita com 2.134 mulheres da África do Sul e da Uganda e revelou plena eficácia da medicação. O remédio também demonstrou melhor eficácia quando comparado a outras opções de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

Outro ponto que contribui para o otimismo para os especialistas no combate do HIV, é que o Lenacapavir é injetável e as doses devem ser tomadas apenas duas vezes ao ano. Os outros medicamentos que exercem função semelhante, normalmente, são tomados em formato de pílulas que devem ser ingeridas diariamente. "A administração semestral do medicamento pode facilitar a aceitação e integração na rotina das pessoas, combatendo também o estigma e a discriminação associados ao uso diário de comprimidos", pontua Linda-Gail Bekker, da organização não governamental Desmond Tutu HIV Center.

Próximos passos

Para a AIDS deixar de ser uma ameaça à saúde pública até 2030, é importante que Gilead Sciences permita que o medicamento possa ser produzido de forma genérica em países de baixa e média renda. Esforço que já tem sido feito pela UNAIDS. "[A UNAIDS] está demandando da empresa que permita a produção genérica de Lenacapavir para todos os países de baixa e média renda, negociando acordos de licenciamento voluntário por meio do Medicines Patent Pool (MPP)", pontuou o comunicado de imprensa da organização.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento