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Rede Mater Dei amplia cuidado com pacientes que convivem com a Esclerose Múltipla

Terapias por infusão, acompanhamento especializado e ferramenta com apoio de inteligência artificial ajudam no diagnóstico, no tratamento e na preservação da qualidade de vida

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Na correria do dia a dia, é possível que algumas mudanças no corpo sejam percebidas, melhorem depois de alguns dias e acabem ficando para trás na rotina, como se fossem apenas algo passageiro. Um formigamento diferente, uma alteração na visão, uma tontura persistente, uma perda de força ou uma dificuldade para caminhar podem parecer situações passageiras, mas também podem ser sinais de alerta para uma doença neurológica que exige atenção especializada.

É o caso da Esclerose Múltipla, uma condição inflamatória e crônica que afeta o sistema nervoso central. A doença acontece quando o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo, passa a atacar estruturas importantes do próprio sistema nervoso central. Esse processo inflamatório causa lesões, principalmente na mielina, que é uma camada protetora que envolve as fibras nervosas e permite que a informação circule de forma rápida e eficiente entre diferentes regiões do sistema nervoso central.

Segundo a neurologista Dra. Juliana Santiago, da Rede Mater Dei, uma forma simples de entender a doença é imaginar a mielina como a proteção de um fio elétrico. “Quando esse isolamento é danificado, a comunicação fica mais lenta, falha ou pode até ser interrompida, explica.”

Na prática, os sintomas podem variar bastante. A Esclerose Múltipla pode causar embaçamento ou perda da visão, dor ao movimentar os olhos, visão dupla, formigamentos, dormências, perda de força em braços ou pernas, desequilíbrio, tontura, dificuldade para caminhar, alteração urinária e mudanças na sensibilidade.

Diagnóstico precoce pode mudar o caminho do tratamento

Um dos desafios da Esclerose Múltipla é que muitos sintomas podem melhorar parcial ou totalmente depois de alguns dias ou semanas. Quando isso acontece, é comum que o paciente deixe de procurar atendimento ou associe o episódio a cansaço, estresse ou outra situação do dia a dia.

Esse intervalo pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento. Por isso, a orientação médica é observar sinais neurológicos que aparecem de forma nova, duram mais de 24 horas e não estão ligados a febre, infecção ou outra causa aparente.

De acordo com a Dra. Juliana Santiago, o grande desafio é que os surtos costumam ser transitórios e podem evoluir com recuperação completa ou incompleta. No entanto, a cada novo evento, o paciente pode acumular incapacidade e, ao longo dos anos, essa soma pode se tornar significativa.

Além disso, muitos pacientes têm dificuldade em reconhecer esses sintomas como manifestações de origem neurológica e, muitas vezes, essa dificuldade também ocorre entre os próprios profissionais de saúde.

Foi pensando nessa dificuldade que a especialista desenvolveu, com apoio da inteligência artificial, o Surtômetro, ferramenta gratuita que ajuda pacientes e pessoas com dúvidas a entenderem se determinado sintoma pode representar um surto neurológico. A proposta não é substituir a consulta médica, mas orientar a busca por atendimento especializado no momento certo.

A ferramenta, disponível no Linktree do Instagram @drajulianasantiago, se soma ao cuidado oferecido pela Rede Mater Dei ao reforçar a importância da informação, da escuta e da identificação precoce dos sinais de alerta.

Tratamentos por infusão ajudam a controlar a doença e preservar a rotina

O tratamento da Esclerose Múltipla evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, existem diferentes opções terapêuticas, que podem ser indicadas conforme o perfil de cada paciente, a intensidade da doença, os sintomas apresentados, os exames e os objetivos do cuidado.

Entre essas opções estão as terapias de alta eficácia realizadas em centros especializados. Algumas são administradas pela veia, em formato de infusão, enquanto outras podem ser aplicadas abaixo da pele. Em todos os casos, o tratamento exige estrutura adequada, equipe preparada, protocolos de segurança e acompanhamento médico contínuo.

Essas terapias podem ser indicadas para pacientes com doença mais ativa, surtos graves, recuperação incompleta, lesões em áreas importantes do sistema nervoso central ou quando outros tratamentos não tiveram o resultado esperado. A decisão é sempre individualizada e deve considerar tanto a segurança quanto a melhor estratégia para controlar a evolução da doença.

O objetivo é reduzir novos surtos, evitar novas lesões e preservar funções importantes para a vida diária, como visão, força, equilíbrio, caminhada, memória, concentração e autonomia. Para muitos pacientes, isso significa menos insegurança, menos interrupções na rotina e mais tranquilidade para estudar, trabalhar, conviver com a família e planejar o futuro. Segundo a Dra. Juliana Santiago, “a decisão deve ser técnica, baseada em evidências, mas também compartilhada com o paciente.”

Estrutura da Rede Mater Dei apoia o paciente em toda a jornada

A Rede Mater Dei conta com o Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla, o CTEM, voltado ao atendimento especializado de pacientes com a doença. A estrutura reúne acompanhamento neurológico, cuidado em neuroimunologia e ambiente preparado para a realização de terapias de alta eficácia, quando indicadas.

Esse cuidado é importante porque a Esclerose Múltipla não envolve somente a escolha de uma medicação. O paciente precisa de orientação, exames de acompanhamento, monitoramento dos sintomas, informação clara e apoio ao longo da trajetória da doença.

No CTEM da Rede Mater Dei, o diferencial é justamente oferecer um cuidado organizado, especializado e centrado no paciente. O atendimento busca integrar segurança e acolhimento, acompanhando o paciente desde a investigação dos sintomas até a definição do tratamento e o seguimento da doença, sempre com atenção à qualidade de vida.

A Esclerose Múltipla ainda não tem cura definitiva, mas hoje é uma doença tratável. Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e tratamento adequado, muitos pacientes conseguem manter uma vida ativa, com mais autonomia e perspectiva de futuro.

Como reforça a Dra. Juliana Santiago, da Rede Mater Dei, “na Esclerose Múltipla, tempo é sistema nervoso central. Diagnosticar cedo, tratar corretamente e acompanhar o paciente de forma especializada pode mudar a história de vida dessa pessoa”.

Os agendamentos de consulta podem ser feitos através da Norma (concierge com IA) no telefone (31) 3339-9000 ou clicando aqui.