Quando cai a patente do Mounjaro? Saiba previsão e prazo
Após queda da patente da Ozempic, surgem expectativas em relação ao Mounjaro, que causa maior perda de peso

A patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, expirou nessa sexta-feira (20). A substância deixa de ser exclusiva do criador, e as farmacêuticas podem desenvolver versões genéricas do remédio.
Com a queda da patente da semaglutida, muitos começaram a se perguntar quando o mesmo ocorrerá com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Estudos mostram que o medicamento gerou uma perda de peso maior em relação aos concorrentes.
Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que concede as patentes no Brasil, a Eli Lilly, farmacêutica responsável pelo Mounjaro, tem a patente da tirzepatida até 5 de janeiro de 2036. Porém, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei (PL) para quebrar a patente do Mounjaro. A proposta teve o regime de urgência aprovado em fevereiro e não precisará tramitar por comissões temáticas antes de ser analisada em plenário.
Queda da patente pode baratear o medicamento?
Segundo a médica Eliana Teixeira, pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, “com a queda da patente, abre-se espaço para a entrada de concorrentes no mercado, o que tende a aumentar a oferta e, consequentemente, pode levar à redução de preços".
Ela destaca que a diminuição dos preços, no entanto, não é imediata nem garantida. “Depende de fatores como regulação, produção em larga escala, interesse da indústria e aprovação dos órgãos sanitários", afirma.
Com a chegada de genéricos, o tratamento não deve mudar, mas mais pacientes terão acesso ao medicamento. A médica reforça que é importante que o protocolo seja sempre acompanhado por um médico.
“A queda da patente não altera o fundamento do cuidado, ela amplia possibilidades, mas o sucesso do tratamento ainda depende de uma abordagem global, que inclui acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida”, destaca.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.
