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Pessoas que estiveram na região Norte do Brasil ficam inaptas a doar sangue; entenda

A medida que é temporária serve para impedir que a malária seja propagada pela doação de sangue

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Imagem mostra policial militar doando sangue no Hemocentro Regional de Montes Claros
Hemominas está com os estoques baixos de sangue dos tipos O positivo, O negativo e A negativo • Polícia Militar de Minas Gerais/ Divulgação

Os moradores da região Norte do Brasil precisam esperar, pelo menos, seis meses fora do estado de origem para que possam doar sangue, de acordo com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron). Quem esteve na região no período de menos de 12 meses também não pode doar.

Ainda segundo a Fhemeron, a restrição acontece por causa da falta do exame de malária nos estados de outras regiões. A restrição é temporária e inclui os estados em que a doença é endêmica, que são:

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Pará;
  • Tocantins.

Para a Fhemeron o que justifica a necessidade da medida é que nos estados em que a malária não é endêmica, os protocolos de triagem e testes sanguíneos podem não incluir o exame para a doença.

Além disso, o teste não é 100% eficaz porque, por ser uma doença parasitária hematológica, podem haver períodos em que a carga do parasita no sangue fica baixa, o que atrapalha o diagnóstico em até 18 meses depois da exposição à doença. Também é possível que a doença não seja completamente destruída pelos medicamentos.

*Sob supervisão de Felippe Drummond

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.