Perda de peso: especialista aponta erros que sabotam o emagrecimento
Mais da metade da população brasileira adulta tem sobrepeso e 31% são obesos

O Brasil vive uma epidemia de obesidade, com 31% da população adulta obesa e 68% com sobrepeso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade de 2025. Muitos pacientes em processo de emagrecimento acabam abandonando o protocolo ou conseguem emagrecer, mas voltam a ganhar peso.
Bruno Sander, médico, mestre e doutor pela UFMG e especialista em emagrecimento, explica por que alguns pacientes acabam abandonando o tratamento. “A maioria está focada em perder peso. Então, eles (os pacientes) traçam um objetivo e um tempo para alcançar esse objetivo. Muitas vezes, o tempo que o paciente traça para si mesmo para perder o peso não é suficiente. Então, ele se frustra e acaba abandonando o tratamento”, afirma.
Além disso, algumas pessoas desanimam quando voltam a ganhar peso. “Às vezes, quando o paciente atinge a meta que ele se propôs, vem outro problema: ele relaxa e não continua a fazer o que ele fez para perder peso. Então, dessa forma, o reganho de peso vai acontecer e vai acontecer muito rápido, e isso desanima o paciente”, destaca o endoscopista.
A falta de atendimento individualizado também pode atrapalhar o processo de emagrecimento. “O maior erro do paciente que tenta emagrecer sozinho sem ajuda profissional é se basear em tratamentos de colegas, de influenciadores, de redes sociais, do que ele viu na internet”, diz o especialista.
Nesses casos, os hábitos alimentares nem sempre são adequados, e o paciente pode gastar dinheiro com protocolos que não são eficazes para o tratamento. "Isso faz com que o paciente tenha uma perda de peso inicial, que não é uma perda sustentada. Ele vai gastar um bom dinheiro com medicamentos ou tratamentos que considera milagrosos, mas, ao suspender o uso desses medicamentos, virá o efeito rebote, que é aquele reganho de peso tão rápido e grande", explica o Dr. Bruno Sander.
Para que haja o emagrecimento saudável e sustentado, o profissional reforça a importância do tratamento multidisciplinar. "A nutricionista vai orientar o paciente sobre o que comer, lembrando que emagrecer não é comer pouco, é comer certo. Essa é a função da nutricionista, te orientar. O psicólogo, no meu ponto de vista, é o mais importante de todos, é a mudança de hábitos. É entender que a gente precisa comer para sobreviver. Não usar a comida como válvula de escape, como algo que traz prazer, traz alegria ou come na tristeza".
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



