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Ozivy, versão brasileira do Ozempic, já é vendido em farmácias de BH; veja valores

Ozivy foi aprovada pela Anvisa em maio, após três anos do pedido feito pela farmacêutica EMS

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Medicamento já é encontrado em apps de farmácias de BH
Medicamento já é encontrado em apps de farmácias de BH • Divulgação

O medicamento Ozivy, versão brasileira da semaglutida sintética (mesmo princípio ativo do Ozempic), começou a ser vendido nesta segunda-feira (15) no Brasil. O medicamento já está disponível nas quatro principais drogarias de Belo Horizonte, com preços de R$ 464 a R$ 664, de acordo com consulta feita pela reportagem da Itatiaia.

Ozivy foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio, após três anos do pedido feito pela farmacêutica EMS.

O medicamento será vendido com uma ou duas unidades. Inicialmente, a EMS diz que disponibilizará cerca de 500 mil canetas ao mercado, com distribuição inicial nas principais redes farmacêuticas do país.

Os medicamentos feitos à base de semaglutida são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas são popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras".

O Ozivy pretende tornar o tratamento mais acessível à população. O Ozempic, por exemplo, custa mais de R$ 1 mil.

A endocrinologista Flávia Coimbra destaca que a eficácia da caneta brasileira é a mesma. “É o mesmo remédio que a gente já tem, só que agora com a produção brasileira, uma fabricação e industrialização dele de maneira um pouco diferente, o que fez com que pudesse reduzir um pouco os custos do remédio. Em termos de eficácia e segurança do remédio, mantêm-se as mesmas características do produto original”, destacou.

A médica destaca que o valor ainda é elevado, mas avalia ser um passo importante para melhorar o acesso da população e faz um alerta.

“Esses medicamentos vão chegar com a necessidade de retenção de receita médica da mesma forma que os que nós já temos hoje. Então, é obrigatória a prescrição médica com receita em duas vias. E o grande problema não é o uso pelas pessoas que precisam e que têm indicação, mas o uso por pessoas que não têm indicação médica correta e que não estão usando com a prescrição médica adequada. Isso, sim, aumenta o risco de efeitos colaterais, de eventos adversos, de reganho de peso e até questões relacionadas à imagem corporal, entre outras”.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.