Hospital Júlia Kubitschek, em BH, passa a tratar mucopolissacaridose
Doença é rara e progressiva, com tratamento para o resto da vida

O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), em Belo Horizonte, agora oferece tratamento para mucopolissacaridose. Os pacientes com idade a partir de 16 anos que eram atendidos no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) e na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) passarão a ser atendidos na unidade.
“Apesar do tratamento ser muito bem feito no João Paulo II, sabemos que eles já são maiores e possuem demandas diferentes. Com a vinda deles para o Júlia, tivemos que nos preparar, estudar as especificidades da doença e criar o melhor ambiente para acolher esses pacientes”, afirma a pneumologista e médica responsável pelo Ambulatório de Mucopolissacaridose no HJK, Vitória Faustino.
O tratamento da doença é feito por meio de injeção de enzimas por via endovenosa. O protocolo é feito semanalmente ou a cada 15 dias e dura até o final da vida do paciente.
A mucopolissacaridose é uma doença genética rara e progressiva, com mais de 13 tipos clínicos diferentes. A condição afeta a produção de enzimas importantes para o organismo e prejudica o funcionamento de vários órgãos, podendo, frequentemente, ocasionar problemas cognitivos e de malformação.
A doença pode ser identificada de forma precoce por meio do teste do pezinho ou teste da bochechinha. Dessa forma, é possível iniciar o tratamento precoce e evitar sequelas da doença.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



