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Extensão de cílios: oftalmologista explica cuidados e alerta para riscos

Especialista orienta lavar as pálpebras e evitar extensões longas e pesadas; uso dos cílios artificiais pode causar inflamações nas pálpebras, irritação e queda dos fios naturais

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Aplicação de extensão de cílios
Dor, inchaço importante, secreção, vermelhidão persistente, sensibilidade à luz ou alteração da visão são sinais de alerta • Magnific

Cílios postiços e extensões exigem cuidados para evitar inflamações nas pálpebras, irritações e queda dos fios naturais. Embora os procedimentos não provoquem necessariamente problemas oculares, a aplicação de cola, o peso excessivo das extensões e a dificuldade de higienização podem trazer riscos.

Uma das principais preocupações é a blefarite, inflamação na borda das pálpebras. "As extensões podem dificultar a higiene adequada da raiz dos cílios, favorecendo o acúmulo de oleosidade, resíduos de maquiagem e secreções. O paciente pode apresentar coceira, ardência, vermelhidão, descamação na base dos cílios e sensação de areia nos olhos", explica o oftalmologista Tiago César Pereira Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

A cola utilizada na aplicação também pode provocar reações. "Alguns adesivos e seus componentes podem causar irritação ou dermatite de contato, principalmente em pessoas mais sensíveis. Nesses casos, é comum surgir vermelhidão, inchaço, coceira e ardor nas pálpebras", afirma o médico. Dependendo da intensidade da reação e do contato com a superfície ocular, os olhos também podem ficar irritados.

Outro risco envolve as glândulas de Meibômio, responsáveis pela produção da camada oleosa da lágrima, que ajuda a evitar sua evaporação rápida. "Inflamação persistente e dificuldade de higienização da margem palpebral podem contribuir para a disfunção dessas glândulas e, consequentemente, para sintomas de olho seco", alerta o médico.

O peso e o comprimento dos fios artificiais também merecem atenção. "Extensões muito pesadas, muito longas ou usadas continuamente podem aumentar a tração sobre os cílios naturais. Com o tempo, isso pode favorecer a quebra ou a queda dos fios. Quando há agressão repetitiva ao folículo, existe o risco de rarefação dos cílios naturais", explica.

Para reduzir os riscos, o oftalmologista recomenda manter a higiene das pálpebras, mesmo com as extensões. “É bastante comum a pessoa evitar lavar adequadamente a região para aumentar a durabilidade do procedimento. Do ponto de vista oftalmológico, essa não é uma boa troca. A estética não deve impedir a limpeza adequada da margem dos cílios." Ele também orienta evitar puxar ou retirar os fios artificiais em casa de maneira traumática, pois isso pode arrancar cílios naturais e irritar a pele.

Pessoas com blefarite, alergias recorrentes nas pálpebras, olho seco importante ou sensibilidade a cosméticos precisam ter atenção especial. Dor, inchaço importante, secreção, vermelhidão persistente, sensibilidade à luz ou alteração da visão são sinais de alerta. "Esses sintomas não devem ser tratados simplesmente como uma consequência normal da extensão. É importante suspender novos procedimentos e procurar avaliação oftalmológica", orienta o especialista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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