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Esclerose múltipla: sintomas podem desaparecer e dificultar diagnóstico, alerta médico

Doença neurológica, crônica e autoimune atinge cerca de 40 mil brasileiros e 2,8 milhões de pessoas no mundo

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Esclerose Múltipla
Doença atinge os neurônios • Unsplash

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é de mais de 40 mil casos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

"Ninguém 'pega' esclerose múltipla; a pessoa já nasce com uma tendência a desenvolvê-la em algum momento. Como toda doença autoimune, o organismo dessa pessoa começa a fabricar anticorpos que passam a atacar o próprio corpo; no caso da esclerose múltipla, o alvo será o cérebro e a medula espinhal”, explica o médico Antônio Pereira, chefe do Serviço de Neurologia da Santa Casa BH.

Em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, o especialista destacou que os ataques imunológicos causados pela doença geram sintomas que podem desaparecer após alguns dias ou semanas, dificultando o diagnóstico. “Com o passar do tempo, estes sintomas passam a não desaparecer e a pessoa pode ir acumulando dificuldades e limitações neurológicas variadas: visuais, de coordenação e motoras.”

Entre os sintomas, o médico aponta neurite óptica (inflamação no nervo óptico), dormência, alteração de sensibilidade, fraqueza muscular em um lado do corpo, vertigem e disfunção no controle da urina.

"O grande problema é que, no início, esses sintomas aparecem e somem, e podem ser erroneamente atribuídos a problemas emocionais ou outras causas por profissionais que não lidam com isso. A demora na identificação e no diagnóstico da doença é o maior problema", afirma o especialista.

O neurologista ressalta que a esclerose múltipla não é uma doença fatal. “Se não estiver bem controlada, pode causar limitações sucessivas ao longo da vida e deixar a pessoa mais fragilizada. No entanto, as alternativas de tratamento hoje são muitas e muito eficazes”.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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