Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ): entenda condição parecida com a 'Doença da Vaca Louca'
O Governo de Minas informou que o caso suspeito investigado em Caratinga não deve ser proveniente do consumo de carne contaminada

Nesta terça-feira (12), o Governo de Minas Gerais informou que não há confirmação de caso da “Doença da Vaca Louca” no estado.
A suspeita é que caso registrado em Caratinga, no Vale do Rio Doce, seja da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica, que não é transmissível.
A informação foi divulgada por meio de nota da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), após caso suspeito de uma pessoa que poderia ter se contaminado com a doença transmitida pelo consumo de carne contaminada.
O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)?
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença neurodegenerativa que provoca desordem cerebral com perda de memória e tremores e que leva à morte do paciente.
A forma esporádica é a mais comum, sendo 85% dos registros clínicos. A média dos pacientes é de 65 anos. O modo exato de transmissão ainda é desconhecido.
Qual a diferença para a 'Doença da Vaca Louca'?
A enfermidade conhecida como “Doença da Vaca Louca” é uma variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ). Ela está associada ao consumo de carne e subprodutos bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina.
Diferentemente da forma esporádica, a vDCJ acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos. A transmissão pode ocorrer por meio da exposição ao sangue, produtos sanguíneos ou instrumentos utilizados no processo.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) afirmou que “não há qualquer suspeita ou investigação da ocorrência da EEB em Minas Gerais” e que o Brasil nunca registrou casos clássicos da doença.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



