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Descubra como um ato de carinho pode ser um sinal de alerta para a saúde do coração

Os impactos da gordura abdominal na saúde do coração são alertas da campanha “A Medida do Abraço”

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A compreensão e o diagnóstico da obesidade são temas de complexo debate e um dos principais fatores de preocupação relacionados à condição é o acúmulo de gordura abdominal
Aprenda a identificar a gordura abdominal visceral  • Reprodução / Pixabay

A compreensão e o diagnóstico da obesidade são temas de complexo debate e um dos principais fatores de preocupação relacionados à condição é o acúmulo de gordura abdominal. É nesse contexto que o abraço ganha um novo significado.

Mais de 2,5 bilhões de pessoas são afetadas pela obesidade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 10,2% da população vive com a condição.

Mais que um gesto de carinho, o abraço pode ser um indicativo de saúde. Isso porque a circunferência abdominal desempenha um papel considerado crucial na avaliação da saúde cardiovascular. A OMS define que a medida ideal deve ser de até 88 cm para mulheres e até 102 cm para homens.

Ultrapassar esses limites indica o acúmulo em excesso de gordura abdominal. Para além da obesidade, a condição também aumenta os risco de diabetes e outras condições crônicas relacionadas.

Mitos e verdades

Conheça os mitos e verdades associados à gordura abdominal excessiva.

  • Apenas pessoas com sobrepeso ou obesidade têm gordura abdominal excessiva?

Mito! A obesidade realmente é um fator de risco, mas pessoas com um IMC adequado também podem ter gordura abdominal em excesso. A situação pode ocorrer devido a fatores genéticos, hábitos alimentares inadequados e falta de atividade física.

  • A medida da circunferência abdominal pode prevenir doenças do coração e diabetes?

Verdade! A circunferência abdominal é um importante indicador da quantidade de gordura visceral, acumulada ao redor de órgãos internos. Nesse sentido, quando existe aumento dessa gordura, também existe risco para hipertensão, doenças cardiovasculares, AVC e outras doenças do coração.

Além disso, indivíduos com excesso de gordura abdominal possuem risco maior de desenvolver diabetes tipo 2, isso porque a gordura na região abdominal pode contribuir para a resistência da insulina.

  • A obesidade é apenas uma condição estética ou associada a problemas como doenças do coração e diabetes

Mito! A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a obesidade como uma doença crônica. A condição é considerada uma doença complexa, com causas multifatoriais, como genética, comportamentos alimentares, fatores ambientais e hormonais.

Apesar de ser associada a doenças do coração, diabetes e outros tipos de problemas, a obesidade, por si só, afeta o funcionamento do corpo e pode levar a complicações em diversos sistemas.

O IMC é a única forma de diagnosticar o sobrepeso e obesidade?

Mito! Duas pessoas com o mesmo IMC podem ter distribuições de gordura diferentes. Nesse sentido, medir a circunferência abdominal se torna fundamental para saber se a gordura está acumulada na região do abdômen, o que é considerado mais perigoso para a saúde.

A medida da circunferência abdominal pode ser combinada com o IMC para um diagnóstico mais preciso?

Verdade! Juntos, o IMC e a medida da circunferência abdominal oferecem uma avaliação mais completa e precisa da distribuição da gordura corporal e do acúmulo de gordura visceral. A combinação proporciona um tratamento personalizado e direcionado.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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