CRF-SP aciona Ministério Público contra máquinas automáticas que vendem remédios
Dispositivos foram localizados em áreas comuns de condomínios e funcionam de forma irregular

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) acionou o Ministério Público do estado para investigar o funcionamento irregular de máquinas automáticas que vendem medicamentos. Os equipamentos operam em condomínios residenciais e outros locais de grande circulação na região.
As máquinas foram identificadas em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André durante fiscalização do CRF-SP. Os dispositivos ficam localizados em áreas comuns dos condomínios. Eles permitem que as pessoas comprem medicamentos sem precisar passar por verificações de idade, limites de quantidade ou orientação de um farmacêutico.
"A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já se manifestou formalmente contra a prática e reforça que máquinas automáticas não podem dispensar medicamentos", destaca o Conselho.
A instituição ainda destaca que a legislação sanitária do Brasil permite a venda de medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados, obrigatoriamente com a presença de um farmacêutico.
"Mesmo medicamentos isentos de prescrição podem causar intoxicações, reações adversas graves, interações medicamentosas e até levar à morte quando usados de forma incorreta. Nenhum medicamento é isento de orientação", alerta a presidente do CRF-SP, Luciana Canetto.
Segundo o Conselho, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou procedimento para ouvir as partes envolvidas, incluindo a empresa responsável pelas máquinas e os órgãos de vigilância sanitária.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



