Itatiaia

Câncer de pulmão: especialista aponta cigarro como grande vilão da doença

Nesta sexta-feira (31) é lembrado o Dia Mundial sem Tabaco; objetivo da data é conscientizar a população sobre os impactos do uso do cigarro para a saúde

Por
Tabagismo também prejudica pessoas que não consomem a substância
Tabagismo também prejudica pessoas que não consomem a substância • Reprodução | Pixabay

Nesta sexta-feira (31) é lembrado o Dia Mundial sem Tabaco. O objetivo da data é conscientizar a população sobre os impactos do uso do cigarro para a saúde.

Segundo o médico pneumologista do Cancer Center Oncoclínicas Belo Horizonte, Luiz Fernando Pereira, o cigarro eletrônico produz e libera um vapor com inúmeras substâncias que também podem ser prejudiciais à saúde, incluindo cancerígenos. Por exemplo, a nicotina, propilenoglicol, glicerol, material particulado fino, metais pesados e centenas de outras substâncias. Além disso, podem ser misturados diversos aromatizantes que são muito atrativos para crianças iniciarem o uso dos Vapes. Os eletrônicos contêm sais de nicotina e liberam alta concentração de nicotina para os seus usuários.

Sintomas

O pneumologista fala sobre os sintomas que devem despertar a atenção das pessoas. “Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento”, ressalta Luiz Fernando Pereira.

Confira os benefícios para saúde, selecionados pela Cancer Center Oncoclínicas BH, quando as pessoas param de fumar:

  • Dentro de 20 minutos, o ritmo cardíaco e a pressão arterial baixam;
  • Em 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue cai para o normal;
  • De duas a 12 semanas, a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar aumenta;
  • Entre um e nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem;
  • Em um ano, o risco de desenvolver uma doença coronariana cai pela metade (em relação a um fumante);
  • Em cinco anos, o risco de ter um acidente vascular cerebral é reduzido ao de um não fumante – cinco a 15 anos após parar de fumar;
  • Em 10 anos, o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade em relação a um fumante e o risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, colo do útero e pâncreas também diminuem;
  • Em 15 anos, o risco de doença cardíaca coronária é o mesmo de um não fumante.
Por

Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.