Autoridades alertam para o aumento de casos de coqueluche em BH
Oberdan Oliveira, gerente de vigilância epidemiológica, explica que o aumento expressivo dos casos está relacionado à baixa cobertura vacinal em determinadas faixas etárias mais vulneráveis

O Brasil enfrenta um aumento preocupante nos casos de coqueluche, conforme dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. Nos últimos dois anos, o país registrou um crescimento significativo da doença, com 7.440 casos reportados apenas em 2024. Em Belo Horizonte, a situação também é alarmante. No ano passado, foram confirmados 376 casos positivos e uma morte decorrente da doença. Já em 2025, até o momento, foram registrados 116 casos na capital mineira.
Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte intensificou as ações de conscientização sobre a importância da vacinação contra a coqueluche, considerada a principal forma de prevenção da doença.
Baixa cobertura vacinal preocupa autoridades
Oberdan Oliveira, gerente de vigilância epidemiológica, explica que o aumento expressivo dos casos está relacionado à baixa cobertura vacinal em determinadas faixas etárias mais vulneráveis. 'Esses números realmente representam uma baixa cobertura vacinal para determinadas faixas etárias que são extremamente sensíveis à vacinação. Por exemplo, crianças abaixo de dois meses que não foram imunizadas, porque a primeira dose da vacina contra coqueluche é a partir dos dois meses', afirma.
O especialista ressalta a importância da vacinação não apenas das crianças, mas também dos familiares e pessoas próximas. 'É importante tanto a mãe quanto os familiares estarem vacinados e cobertos para que não tenha transmissão de pessoa para pessoa', alerta Oliveira.
Esquema vacinal e disponibilidade
O esquema vacinal contra a coqueluche consiste em três doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e dois reforços (aos 15 meses e 4 anos). A vacina está disponível para crianças até 5 anos, gestantes e profissionais de saúde.
A população é orientada a manter o calendário vacinal em dia e procurar as unidades de saúde para atualização das doses, contribuindo assim para o controle da doença e a proteção da saúde pública.
Jornalista formado na Estácio de Sá, tem experiência como repórter, editor e apresentador. É repórter da rádio Itatiaia na editoria de cidades



