Anvisa define dose máxima de cúrcuma e exige alerta nos rótulos de suplementos
Medida foi estabelecida após investigações internacionais apontarem danos ao fígado associados ao consumo de cúrcuma em alta concentração

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, também conhecida como açafrão. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), estabelece limites de dosagem e advertência obrigatória nos rótulos dos produtos.
A Anvisa já havia divulgado um alerta de farmacovigilância sobre a cúrcuma no início de março deste ano. Investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos em cápsulas ou extratos concentrados.
Com a nova medida, os suplementos com açafrão devem seguir as dosagens a seguir:
- Mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia;
- Máximo de 130 mg de curcumina;
- Máximo de 120 mg de tetraidrocurcuminoides
Além disso, os rótulos desses produtos devem trazer um alerta informando que o suplemento não pode ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças no fígado (hepáticas), biliares ou úlceras gástricas.
As fabricantes têm até seis meses para adaptar a composição dos produtos e suas embalagens. A venda não foi proibida, desde que os sites das empresas e os canais de atendimento ao consumidor tragam advertências claras sobre a cúrcuma.
Cúrcuma como tempero é segura
A Anvisa reforça que a cúrcuma pode ser usada como tempero no preparo diário de alimentos. O risco de toxicidade existe para medicamentos e suplementos alimentares, que têm concentrações maiores e maior capacidade de absorção pelo organismo.
Sinais de alerta
Aqueles que consomem suplementos alimentares com cúrcuma devem ficar atentos aos seguintes sinais, que podem indicar necessidade de avaliação médica:
- Pele ou olhos amarelados (icterícia);
- Urina com coloração muito escura;
- Cansaço excessivo e inexplicável.
- Náuseas e dores na região do abdome.
Se o paciente apresentar esses sintomas, o uso dos produtos deve ser suspenso imediatamente. É necessário também procurar ajuda médica. Suspeitas de eventos adversos devem ser notificadas ao VigiMed (medicamentos) ou e-Notivisa (suplementos).
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.
