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Dia do Obstetra: acompanhamento pode evitar complicações e até mortes durante gestação e parto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como mortalidade materna as mortes de mulheres durante a gestação ou até quarenta e dois dias após o parto

Hoje (12) é lembrado o Dia do Obstetra. De acordo com Inessa Beraldo, presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, o médico obstetra é o especialista que participa do planejamento e acompanhamento da gravidez, cuidando do período pré-gestacional, da gestação, parto e puerpério (pós-parto), seja na gestação fisiológica ou patológica.

“É com o médico obstetra que a gestante deve realizar o acompanhamento das consultas de pré-natal e dos demais exames durante a gestação, para através da gestão de risco, identificar precocemente possíveis complicações na vida da mãe ou do filho”, destaca.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como mortalidade materna as mortes de mulheres durante a gestação ou até quarenta e dois dias após o parto. As principais complicações obstétricas que podem causar essas mortes são pressão alta durante a gestação, conhecida como eclâmpsia, hemorragias pós-parto, infecção ou outras complicações mais específicas.

Um levantamento feito no ano passado pelo Centro de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostra que 70% das mortes maternas acontecem durante a gestação ou 42 dias após o parto. Os 30% dessas mortes podem ocorrer em até um ano após o nascimento do bebê. O estudo ainda aponta que 80% destas mortes são evitáveis se a mulher tiver acompanhamento médico adequado antes e durante a gestação e, até um ano após o parto.

Inessa Beraldo, presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, detalha que o médico obstetra é quem indica a data provável do parto e aconselha o melhor tipo de parto de acordo com as características da gestação e da mulher.

“Ele diagnostica intercorrências no parto, assim como faz suas correções. Além disso, a vida das mães e dos bebês são mais preservadas durante a gestação e o parto com o acompanhamento rigoroso do médico obstetra, já que ele faz a gestão de risco a cada momento do acompanhamento do trabalho de parto, sendo possível agir em momento oportuno. O profissional pode evitar ainda complicações hemorrágicas, problemas na contração uterina e na passagem do bebê pelo canal de parto e complicações relacionadas às alterações da vitalidade do bebê”, conclui a médica.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.
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