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Nem low carb nem jejum: a dieta que virou referência mundial

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Nem low carb nem jejum: a dieta que virou referência mundial • Ia

O que é a dieta mediterrânea e por que todo mundo voltou a falar dela

A dieta mediterrânea é um padrão alimentar inspirado nos hábitos tradicionais de países como Grécia, Itália e Espanha, onde a base da alimentação sempre foi comida natural, pouco processada e rica em gordura boa. Diferente de dietas restritivas, ela não corta grupos alimentares, mas reorganiza o prato com foco em vegetais, azeite e proteínas de melhor qualidade.

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O motivo de ter voltado com força agora não é moda, é evidência: estudos de longo prazo associam esse modelo a menor risco de doenças cardiovasculares, melhor qualidade de vida e maior longevidade. Isso fez com que ela voltasse ao centro das recomendações de saúde no mundo.

O que se come na prática na dieta mediterrânea

Aqui não tem segredo e nem alimento “milagroso”, é comida simples bem escolhida.

• azeite de oliva como principal gordura
• peixes como sardinha, tilápia e salmão
• legumes e verduras em grande quantidade
• frutas diariamente
• grãos integrais como arroz integral e aveia
• castanhas e nozes
• vinho opcional e sempre com moderação

O ponto principal é a proporção: mais vegetal no prato e menos produto industrializado.

Quanto custa seguir essa dieta em Belo Horizonte hoje

Na prática, essa é a parte que muita gente quer saber se é viável ou não. Considerando preços médios encontrados em supermercados e sacolões da região de Belo Horizonte, o custo pode variar bastante dependendo das escolhas.

O azeite de oliva varia normalmente entre R$ 30 e R$ 60 por 500 ml, sendo um dos itens que mais pesa no bolso. Já a tilápia costuma ficar entre R$ 18 e R$ 35 o quilo, enquanto o salmão pode variar de R$ 60 a R$ 90 o quilo dependendo do corte e da origem. Legumes básicos como cenoura, abobrinha e batata ficam geralmente entre R$ 5 e R$ 12 o quilo em feiras e sacolões, e ovos giram entre R$ 12 e R$ 20 a dúzia.

No dia a dia, é possível montar refeições com custo próximo de uma alimentação comum se a escolha for focada em alimentos locais, como sardinha, ovos e legumes da estação. O erro está em transformar a dieta em algo gourmet, o que encarece sem necessidade.

O que a ciência já comprovou sobre esse modelo alimentar

A dieta mediterrânea é uma das mais estudadas do mundo. Um dos principais trabalhos é o estudo PREDIMED, realizado na Espanha e publicado no New England Journal of Medicine, que demonstrou redução significativa no risco de eventos cardiovasculares em pessoas que seguiram esse padrão alimentar com uso regular de azeite e oleaginosas.

Instituições como a Harvard T.H. Chan School of Public Health também apontam esse modelo como um dos mais consistentes para promoção de saúde no longo prazo. O ponto importante aqui é que não se trata de promessa rápida, mas de resultado sustentado ao longo do tempo.

Dieta mediterrânea emagrece ou não

A resposta direta é: depende. A dieta mediterrânea não foi criada para emagrecimento rápido, mas pode levar à perda de peso quando existe controle de quantidade. Como ela melhora a qualidade dos alimentos e reduz ultraprocessados, naturalmente ajuda na redução calórica, mas não elimina a necessidade de equilíbrio.

Se a pessoa exagerar no azeite, castanhas ou porções, não haverá emagrecimento. Se houver ajuste de quantidade, tende a funcionar de forma consistente e mais sustentável do que dietas radicais.

Os erros mais comuns de quem tenta seguir essa dieta

Um dos erros mais frequentes é achar que tudo que é “natural” pode ser consumido sem limite, principalmente azeite e oleaginosas, que são altamente calóricos. Outro ponto comum é tentar copiar versões caras da dieta, com salmão todos os dias e produtos importados, o que não é necessário.

Também existe o erro de manter produtos ultraprocessados na rotina e apenas adicionar alguns itens saudáveis, o que descaracteriza completamente a proposta.

Como montar um dia de alimentação na prática

No café da manhã, a base pode ser frutas com aveia, iogurte natural ou pão integral com azeite e ovo. No almoço, o prato ideal combina legumes, verduras, uma fonte de proteína como peixe ou ovo e um carboidrato integral. No jantar, a lógica se mantém mais leve, com saladas, legumes e proteína leve.

O mais importante não é a receita específica, mas a constância do padrão alimentar.

Como começar hoje sem complicar

Para quem quer aplicar sem transformar a rotina, alguns ajustes já fazem diferença real.

• trocar óleo comum por azeite de oliva
• incluir peixe pelo menos duas vezes na semana
• aumentar o consumo de legumes e verduras
• reduzir alimentos ultraprocessados
• priorizar comida feita em casa

Esse é o ponto central: não é sobre seguir uma dieta perfeita, é sobre melhorar o padrão alimentar de forma possível e consistente.

Por

Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.