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Destinos reais que o cinema transformou em cenários desejados

Filmes influenciam o turismo

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Destinos reais que o cinema transformou em cenários desejados • Ia

Você já quis conhecer um lugar sem nunca ter ido, apenas porque viu na tela? O cinema tem essa capacidade de transformar espaços reais em cenários carregados de significado. Não é só paisagem. É emoção, memória e desejo. Quando um filme acerta na escolha do ambiente, o destino deixa de ser geográfico e passa a ser imaginado antes mesmo da viagem acontecer.

Quando o lugar deixa de ser cenário e vira protagonista

Alguns filmes conseguem algo raro. O cenário não fica em segundo plano. Ele passa a conduzir a história. Em Comer, Rezar, Amar, por exemplo, a Itália não aparece apenas como pano de fundo. Ela dita o ritmo, o estilo de vida e até a forma como a personagem se relaciona com o mundo. O mesmo acontece com a Grécia em Mamma Mia, onde as ilhas deixam de ser apenas bonitas e passam a representar leveza e liberdade.

Essa mudança de papel altera a percepção de quem assiste. O lugar não é visto apenas como destino turístico, mas como experiência possível.

Destinos que mudaram depois do cinema

A Nova Zelândia é talvez um dos exemplos mais claros. Depois de O Senhor dos Anéis, o país passou a ser associado diretamente ao universo criado pelo filme. Montanhas, campos e paisagens naturais se transformaram em rota para fãs e viajantes.

Paris também vive esse efeito há décadas. Filmes reforçam uma imagem específica da cidade, com ruas charmosas, cafés e uma atmosfera quase idealizada. Em alguns casos, a cidade real passa a dialogar com essa versão cinematográfica.

Outro exemplo é Dubrovnik, na Croácia, que ganhou visibilidade global após servir de cenário para produções como Game of Thrones. O fluxo de visitantes aumentou justamente pela conexão criada com a história.

Quando o Brasil entra nessa narrativa

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O Brasil também já viveu esse movimento em diferentes momentos. O Rio de Janeiro, por exemplo, ganhou ainda mais projeção internacional com filmes como Cidade de Deus, que, apesar da dureza da narrativa, colocou a cidade no mapa global de forma marcante. Em outro caminho, animações como Rio ajudaram a reforçar uma imagem mais leve e turística, com paisagens icônicas como o Cristo Redentor e as praias.

Mais recentemente, produções nacionais e internacionais continuam explorando cenários brasileiros, mostrando que o país também faz parte desse imaginário. O impacto não acontece de forma homogênea, mas contribui para despertar interesse e curiosidade em quem vê.

O impacto real desse movimento

O cinema não cria destinos do zero, mas potencializa o que já existe. Ele direciona o olhar. Lugares que antes eram apenas mais uma opção passam a ser vistos como experiências desejadas.

Isso muda o comportamento do turista. A viagem deixa de ser apenas descanso ou lazer e passa a carregar um elemento narrativo. A pessoa quer vivenciar o que viu, reconhecer cenários e se inserir, ainda que por alguns dias, naquela história.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.