A marca de luxo que cresce em silêncio em todo o mundo
Discrição, qualidade e ausência de marketing ajudaram a criar um novo padrão no mercado

Enquanto grande parte da indústria da moda disputa atenção com campanhas, influenciadores e lançamentos constantes, uma marca segue um caminho completamente diferente e, mesmo assim, cresce. Em 2026, esse modelo deixou de ser exceção e passou a representar uma mudança real no comportamento do mercado de luxo.
O que mudou no mercado de luxo nos últimos anos
O consumo de moda passou por uma transformação silenciosa. O excesso de informação, o ritmo acelerado das tendências e o desgaste do fast fashion fizeram parte do público buscar algo diferente.
Hoje, cresce o interesse por peças mais duráveis, com menos exposição e maior valor percebido. Esse movimento ficou conhecido como “quiet luxury”, um conceito que ganhou força global e passou a influenciar coleções, marcas e até grandes grupos do setor.
A marca que se encaixou nesse novo comportamento
Nesse cenário, a The Row se consolidou como uma das principais referências. A marca, criada por Mary-Kate Olsen e Ashley Olsen, não mudou sua essência, mas passou a ser ainda mais valorizada.
O que antes parecia nichado agora conversa diretamente com um público maior, que busca discrição em vez de ostentação.
O que a marca está fazendo agora em 2026
Nos últimos meses, a The Row intensificou a expansão de lojas físicas em mercados estratégicos e reforçou sua presença em capitais da moda. Ao mesmo tempo, ampliou o portfólio com foco em acessórios, principalmente bolsas e calçados, que se tornaram itens de desejo entre consumidores de alto padrão.
Outro ponto importante é a consistência estética. Mesmo com o crescimento, a marca mantém coleções enxutas, com peças neutras e sem logotipos aparentes. Essa coerência é um dos fatores que sustentam sua relevância atual.
Por que ela cresce sem seguir o padrão da indústria
A estratégia continua sendo a mesma: menos exposição e mais produto. A marca não depende de campanhas virais, não aposta em colaborações com celebridades e mantém presença discreta até nas semanas de moda.
Esse modelo, que antes parecia arriscado, hoje é visto como vantagem competitiva. Em um ambiente saturado de informação, o silêncio passou a chamar mais atenção do que o excesso.
O comportamento do consumidor mudou junto
Parte do crescimento está ligada ao perfil de quem consome. O público atual valoriza mais a experiência do que a exibição. Peças com boa construção, materiais de qualidade e durabilidade passaram a ter mais peso na decisão de compra.
Esse movimento também reflete uma busca por identidade. Em vez de seguir tendências rápidas, cresce o interesse por estilo pessoal mais consistente.
O impacto das irmãs Olsen dentro desse cenário
Mesmo mantendo distância da mídia, Mary-Kate Olsen e Ashley Olsen continuam influenciando o mercado. A escolha de não se expor reforça o posicionamento da marca e ajuda a sustentar a ideia de luxo discreto.
Essa postura também diferencia o projeto de outras iniciativas ligadas a celebridades, que dependem da imagem para se manter relevantes.
Por que esse modelo tende a crescer ainda mais
O avanço do minimalismo e da valorização do essencial indica que marcas com esse perfil devem ganhar ainda mais espaço. A combinação entre qualidade, discrição e consistência atende a uma demanda crescente por consumo mais consciente.
Ao mesmo tempo, a rejeição ao excesso e ao imediatismo cria um ambiente favorável para esse tipo de proposta. O resultado é uma mudança que não acontece de forma brusca, mas que se consolida aos poucos.
A marca deixa de ser apenas uma grife e passa a representar um comportamento.
Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.


