Zema diz que Propag poderia ser 'mais agressivo' e fala em transferir Cemig, Copasa e Codemig para a União
Projeto aprovado pelo Congresso permite renegociação das dívidas dos estados com transferência de ativos, bens e créditos para o governo federal

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), comemorou nesta terça-feira (17) a aprovação no Congresso do projeto de lei que cria o programa para renegociar a dívida dos Estados com a União (Propag). Segundo ele, a proposta é “um avanço extraordinário”, mas disse que gostaria de um projeto “mais agressivo”, com a eliminação dos juros da dívida.
“Acho que os estados deveriam pagar por essa dívida uma correção e não juros. Num país que tem inflação é preciso ser corrigido. Fosse assim esse raciocínio, eu penso que tanto Minas e os demais estados já teriam, inclusive, quitado essa dívida no passado, porque nós já pagamos um valor que é, muitas vezes, superior ao valor dessa dívida no valor principal, há 15, há 20 anos atrás", disse o governador a jornalistas.
Zema acompanhou a votação do projeto no plenário do Senado ao lado do vice, Mateus Simões (NOVO), e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
A proposta, que ainda depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também permite descontos nos juros cobrados pela União, que atualmente é correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescidos de 4% ao ano.
Dependendo do montante da dívida abatido durante a adesão ao Propag, os juros reais podem ficar em 0%, 1% ou 2%
“Eu não vou entrar em detalhes, mas no ano que vem nós vamos cumprir todos os requisitos que o Propag especifica para que venhamos a ter a redução máxima na cobrança dessa taxa de juros", afirmou Zema.
Para isso, segundo ele, a ideia é transferir para a União, por exemplo, a participação do governo mineiro no controle da Cemig e da Copasa, que o governo quer privatizar, além da Codemig.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



