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Zema diz que não foi avisado sobre visita de Lula em MG, mas pede encontro com presidente

Governador Zema afirmou que já fez pedido por audiência com presidente Lula em Brasília, mas foi recebido no Planalto pelo ministro da Casa Civil e não pelo presidente

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Eleitores de Minas Gerais deram vitória a Lula e Zema neste domingo (2)
Lula e Zema estarão lado a lado em evento no Minascentro, em Belo Horizonte • Divulgação/Ricardo Stuckert e Partido Novo

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quinta-feira (1º) que ainda não foi avisado oficialmente sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Minas Gerais na próxima semana, mas que já pediu um encontro “de pelo menos 30 minutos” com o petista.

Em entrevista ao jornalista Eduardo Costa, no programa “Boa Tarde, Minas” da TV Bandeirantes, o governador afirmou que não tem nada contra o presidente e que deseja que Lula tome conhecimento de problemas enfrentados pelo estado.

“Este é mais um folclore em Minas, porque eu já até pedi audiência em Brasília e fui recebido pelo Rui Costa (ministro da Casa Civil), não por ele (Lula). Fui muito bem recebido pelo ministro. Mas eu já pedi uma audiência de 5 minutos (com Lula). Estive lá três vezes, em eventos no Palácio do Planalto, com outros governadores. Já falei que ele será bem-vindo aqui. Se ele vier, sendo que não teve aviso oficial e não chegou nada para o governo oficialmente, eu já solicitei 30 minutos com ele, caso ele venha em Belo Horizonte”, afirmou Zema.

O governador afirmou ainda que, caso Lula tenha algo contra sua pessoa, ele pode se reunir com o vice-governador Mateus Simões (Novo) para discutir temas importantes para o estado, como a negociação da reparação pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, em 2015.

“Quem sabe minha pessoa não é do agrado dele, se ele falar que conversa com o vice-governador, pode também. O que precisamos é que ele tome conhecimento dos problemas que Minas tem, principalmente a questão do acordo de Mariana, que está pendente há 8 anos. Esse governo diz que é social, mas na região do Vale do Rio Doce tem 70 mil pessoas aguardando uma compensação, até hoje não receberam. E está dependendo só do governo federal”, afirmou Zema.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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