Belo Horizonte
Itatiaia

Vice de Marília toma posse como prefeito de Contagem

A sucessão acontece porque Marília renunciou mirando uma cadeira no Senado Federal

Por
Marília Campos (PT) e Ricardo Farias (PSD) • Fábio Silva / PMC

O vice de Marília Campos (PT-MG) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Ricardo Faria (PSD-MG), tomou posse como prefeito nesta quinta-feira (26) na Câmara Municipal.

A sucessão acontece porque Marília renunciou mirando uma cadeira no Senado Federal nas eleições que acontecem no dia 4 de outubro deste ano.

Ricardo Faria é fisioterapeuta de formação pela PUC Minas. Sua trajetória política foi construída através da atuação em projetos sociais do município, que o levaram ao cargo de vereador na Câmara em 2008, pelo PV, sendo reeleito em 2012.

Dois anos mais tarde, ele trocou o Legislativo municipal pelo estadual, em que atuou como deputado na Assembleia Legislativa (ALMG) pelo PCdoB.

Depois, Faria deixou a cadeira de parlamentar, a convite de Marília, para disputar a eleição municipal como vice-prefeito da petista em 2020. A chapa foi reeleita no último pleito, em 2024, com 60,68% dos votos, ainda em primeiro turno.

Na Câmara Municipal, a cerimônia de posse foi marcada também pela presença de parlamentares do PT e do PSD do Legislativo de Belo Horizonte, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e da Câmara dos Deputados.

Estiveram presentes:

  • Pedro Rousseff (PT), vereador em BH;
    Helton Júnior (PSD), vereador em BH;
    Cássio Soares (PSD), deputado estadual;
    Delegado Christiano Xavier (PSD), deputado estadual;
    Miguel Ângelo (PT-MG), deputado federal.

Esse foi o quarto mandato de Marília à frente da prefeitura de Contagem e o primeiro em que ela deixa o cargo para disputar outro posto nas eleições.

No último pleito, a ex-prefeita foi a gestora mais bem votada do país com 188.228 em primeiro turno. Em segundo, só perdeu o posto para Adriane Lopes (PP), que foi eleita com 222.699 votos em Campo Grande, no Mato Grosso.

De olho em Brasília, Marília tenta quebrar a falta de representatividade feminina mineira no Senado.

A última mulher eleita como senadora por Minas foi Júnia Marise, entre 1991 e 1998.

Entre 1996 e 1998, outra mulher, Regina Assumpção, chegou a assumir um posto no Senado como primeira suplente de Arlindo Porto, que se licenciou do cargo para assumir o ministério da Agricultura no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante 2 anos.

Desde 1998, nenhuma mineira se tornou senadora por Minas Gerais.

Por

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.