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Vereadores cobram ação da Câmara de BH sobre mandato alvo de denúncia eleitoral

Uma investigação da PF aponta que o vereador paulista Lucas Ganem teria transferido o domicílio eleitoral para um endereço em BH, mesmo sem residir na cidade

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Lucas Ganem (Podemos) foi eleito para o primeiro mandato como vereador de BH em 2024.
Lucas Ganem (Podemos) foi eleito para o primeiro mandato como vereador de BH em 2024 • Dara Ribeiro | CMBH.

Os vereadores Osvaldo Lopes (Republicanos), Wagner Ferreira (PV), Flávia Borja (Democracia Cristã) e Wanderley Porto (PRD) cobraram, nesta terça-feira (11), um posicionamento do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Juliano Lopes (Podemos), sobre o colega de Legislativo, o vereador Lucas Ganem (Podemos).

O grupo alega que o parlamentar, natural de São Paulo, usou a capital mineira como um “step eleitoral”, mas não mantém um mandato ativo na cidade. À Itatiaia, Lopes afirmou que Ganem teria sido eleito de forma “injusta”. “Ele não é morador de BH, não conhece o município, usou como endereço, para a Justiça Eleitoral, uma empresa. A esposa do proprietário mora aqui há dez anos e nunca viu o Lucas Ganem. Ele fraudou o comprovante do Tribunal Regional Eleitoral [TRE-MG] apresentando um domicílio eleitoral em que não reside”, disse.

[read_too_auto query_format="category" posts_limit="3" posts_origin="politica" title="Leia também"][/read_too_auto]No início deste ano, Ganem, que cumpre o primeiro mandato como vereador em BH, passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude eleitoral.

De acordo com as apurações, o parlamentar transferiu o domicílio eleitoral para BH no início de 2024, com o objetivo de disputar o pleito municipal, informando um endereço onde nunca morou.

Ainda segundo o relatório da PF, em 2024, Lucas renovou a carteira de habilitação em São Paulo. No mesmo ano, ele atuava como gerente de uma empresa de plano de saúde voltada a servidores públicos, no Paraná.

'Home Office'

Na sessão desta terça-feira, Ganem participou de forma remota, utilizando um mecanismo da Câmara Municipal que permite aos vereadores marcar presença e votar nos projetos em pauta mesmo sem estarem no plenário.

Para Osvaldo Lopes, o parlamentar age de má-fé ao usar o recurso para burlar as regras e evitar faltas, mesmo sem participar efetivamente das votações. “A gente entende que ele está usando esse recurso em praticamente 90% do mandato”, relatou.

Ganem foi eleito em 2024 para o primeiro mandato como vereador, com a bandeira da causa animal, obtendo 10.753 votos na capital mineira. O parlamentar paulista vem de uma família tradicional na política de São Paulo — ele é primo do deputado federal Bruno Ganem (Podemos-SP), filho da deputada estadual Clarice Ganem (Podemos-SP) e cunhado da vereadora da capital paulista Simone Ganem (Podemos-SP).

Os vereadores pedem que a presidência da Câmara tome providências e abra um processo de cassação contra Ganem.

A Itatiaia procurou Lucas Ganem, mas, até o momento de publicação desta reportagem, não tivemos retorno.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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