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Vereador que propôs multa a quem doar comida a moradores de rua já pediu CPI contra Padre Júlio Lancelotti

Rubinho Nunes (União Brasil) pediu que a Câmara investigasse ONGs que fizessem ações de distribuição de alimento na Cracolândia

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Vereador do União Brasil propôs projeto para dificultar doação de alimentos nas ruas de São Paulo • Divulgação / Câmara dos Deputados

O vereador de São Paulo, Rubinho Nunes (União Brasil), autor de um projeto de lei que estabelecia multa de até R$ 17 mil para quem descumprir critérios ao doar comida a moradores em situação de rua na capital paulista tem histórico de polêmicas.

Ele se tornou conhecido ao articular a criação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o Padre Júlio Lancelotti, que atua na Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, que promove ações de distribuição de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social no centro da capital paulista. Uma delas, para investigar ONGs que atuam na região da Cracolândia e, outra, para investigar denúncias de abuso sexual contra o religioso.

Ambas foram enterradas após repercussão negativa.

Lancelotti, que declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 se tornou alvo de grupos de extrema-direita.

Polícia investiga abuso de autoridade de vereador que tentou abrir CPIs contra padre Júlio Lancellotti

À época, a Arquidiocese de São Paulo, além de movimentos sociais e políticos de diversos partidos saíram em defesa do Padre Júlio Lancelotti.

Multa para doação de alimentos

O projeto de lei de Rubinho Nunes sobre as regras para doação de alimentos nas ruas de São Paulo chegou a ser aprovado em primeiro turno. Mas foi retirada de tramitação pelo próprio vereador após críticas.

"A suspensão tem por objetivo ampliar o dialogo com a sociedade civil, ONG’s e demais associações e buscar o aperfeiçoamento do texto para que a finalidade do projeto seja atendida", afirmou o vereador em nota.

A proposta previa a exigência de uma série de autorizações para que a doação de alimentos pudesse ser feita, além do cadastro de voluntários junto à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e uso de crachás por eles. Em caso de descumprimento, o projeto previa multa de até R$ 17 mil.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.