Tebet diz que ainda não há estimativa de gastos para o RS: 'só quando a água baixar'
Presidente Lula assinou projeto que pede ao Congresso o reconhecimento do estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o governo federal só terá uma estimativa de gastos para ações de socorro e reconstrução do Rio Grande do Sul "quando a água baixar". O estado enfrenta consequências de fortes chuvas desde o início da semana passada e centenas de municípios foram atingidos de alguma forma.
Tebet concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (6), em Brasília, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para reconhecer a situação de calamidade pública em todo o estado gaúcho. A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
"O decreto praticamente tira quase que todas as amarras burocráticas, dispensa limites de gasto e meta fiscal, mas dispensa uma série de burocracias da legislação, de contratos, de licitação", explicou a ministra.
De acordo com Tebet, ainda não é possível ter uma estimativa de qual volume de recursos será necessário destinar ao Rio Grande do Sul mas que, a partir da aprovação do PDL, os ministérios poderão começar a receber pedidos das prefeituras para começar a liberar recursos com maior agilidade.
"A partir desse Decreto Legisltivo, fica fora do limite de gastos do orçamento federal e das metas fiscais qualquer benefício, incentivo ou gastos que viermos a fazer com o Estado e os municípios. Vamos aguardar as demandas das prefeituras, do governo do estado e da capital Porto Alegre, e dos ministérios setoriais. Vamos aguardar o orçamento necessário do Ministério da Defesa, da Saúde, da Educação, dos Transportes, que estão fazendo levantamentos", afirmou.
"Só quando a água baixar é que, lamentavelmente, vamos ver a extensão imensa do custo, do sestrago e da tragédia nacional que está snedo a situação do estado do Rio Grande do Sul", resumiu.
Tebet disse, ainda, que nem os prefeitos demandaram recursos ao governo federal, porque não sabem a extensão dos danos. provocados pelas chuvas.
Calamidade pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (6) um Projeto de Decreto Legislativo que reconhece o estado de calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul. Com isso, as ações federais no socorro ao estado podem ser aceleradas caso o Congresso Nacional aprove a proposta. Desde o início da semana passada, o RS sofre com as consequências de fortes chuvas que atingiram boa parte do território. O ato ocorreu na tarde desta segunda-feira (6), no Palácio do Planalto, em uma reunião que contou com as presenças dos chefes dos poderes Legislativo e Judiciário.
“Nós vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para que a gente contribua com a recuperação do estado do Rio Grande do Sul, com a melhoria da vida das pessoas, e facilitar, naquilo que a gente puder facilitar, naturalmente que dentro da lei, a vida do povo gaúcho”, afirmou Lula.
O que é um Projeto de Decreto Legislativo
A proposta sobre o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul é encaminhada primeiro à Câmara dos Deputados, Casa por onde um PDL começa a tramitar.
O projeto é encaminhado às comissões temáticas e também precisam passar pela de Finanças e Tributação e a de Constituição e Justiça. Outra possibilidade é que o PDL seja analisado por uma Comissão Especial, que substitui todas as outras.
O Projeto em questão também pode tramitar em regime de urgência, caso o Plenário aprove um requerimento neste sentido. Isso agiliza a tramitação dentro da Câmara e a matéria pode ser votada diretamente no Plenário, sem necessidade de pasar pelas comissões.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.




