Tarcísio alerta para impacto de possível nova taxação dos EUA sobre empregos no Brasil
Governador de São Paulo afirmou que caberá ao governo federal conduzir as negociações com a administração do presidente Donald Trump para resguardar os interesses do país

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Repubilcanos), afirmou nesta terça-feira (2), em entrevista à CNN, que uma eventual ampliação das tarifas impostas pelos Estados Unidos pode trazer consequências negativas para a economia brasileira, afetando empresas e postos de trabalho.
Segundo o governador, caberá ao governo federal conduzir as negociações com a administração do presidente Donald Trump para resguardar os interesses do país diante do cenário.
“A possibilidade de uma nova taxação, baseada na investigação iniciada no ano passado sob a Seção 301, representa mais um risco para os empregos e para as empresas brasileiras”, declarou Tarcísio.
O governador também avaliou que os Estados Unidos estão adotando uma postura diferente daquela que historicamente contribuiu para seu crescimento econômico.
“Os Estados Unidos construíram parte relevante de sua prosperidade por meio de uma economia mais aberta, com tarifas reduzidas, inovação e um mercado financeiro sofisticado. Agora, seguem em direção oposta”, afirmou.
Na avaliação de Tarcísio, uma eventual elevação das tarifas norte-americanas teria reflexos diretos sobre setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria. Entre os possíveis efeitos, ele citou o aumento de preços e a redução do volume de exportações.
O governador acrescentou que o avanço do protecionismo está ligado a uma combinação de fatores, incluindo o receio dos impactos da desindustrialização, preocupações geopolíticas e a percepção de excessiva dependência de cadeias produtivas externas. Segundo ele, áreas como fármacos, minerais críticos, aço e defesa estão entre os setores mais sensíveis a essa discussão.
Por fim, Tarcísio destacou o papel da diplomacia brasileira na condução do diálogo com o governo norte-americano.
“Caberá à diplomacia brasileira, sob orientação do governo federal, compreender os objetivos e interesses que motivam a medida e conduzir a negociação de forma a preservar o interesse nacional”, concluiu.
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