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Sucessão na Câmara: Brito desiste e anuncia apoio ao candidato de Lira

Com a adesão do PSD, Hugo Motta reúne bancadas que somam 429 votos, muito mais do que os 257 necessários para vencer a disputa

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O líder do PSD, Antonio Brito, também assumiu a liderança do segundo maior bloco da Câmara nesta quarta • Cláudio Araújo/PSD

O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), anunciou nesta quarta-feira (13) que retirou sua candidatura à Presidência da Casa e vai apoiar o líder do Republicanos, Hugo Motta (PB).

A decisão foi confirmada a jornalistas depois de o deputado baiano se reunir com a bancada e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em Brasília. Brito já vinha sendo pressionado a desistir desde que Motta conquistou um amplo apoio à sua candidatura.

Segundo o líder do PSD, após conversas com o paraibano ficou mantida a "proporcionalidade" nas indicações para cargos na Mesa Diretora e comissões.

O partido pleiteia a terceira-secretaria da Câmara, que é responsável pela gestão de pessoas e administração financeira da Casa, e a relatoria da Comissão Mista de Orçamento (CMO) em 2025.

"Está tudo mantido. É um direito da bancada, não pedimos nada a mais do que a bancada teria na Casa. A bancada do PSD segue unida e agora vamos avançar pelo bem da Câmara e pelo bem do país", declarou o deputado baiano.

Brito também anunciou que assumiu nesta quarta a liderança do segundo maior bloco partidário da Câmara, que reúne MDB, Republicanos, PSD e Podemos.

  • PT;
  • PL;
  • PP;
  • Republicanos;
  • MDB;
  • Podemos;
  • PC do B;
  • PV;
  • PSDB-Cidadania;
  • PSB;
  • PDT;
  • Rede;
  • PRD;
  • Solidariedade;
  • PSD.

Também há uma expectativa de que o União Brasil passe a apoiá-lo, mas esse movimento depende da desistência de Elmar Nascimento (União-BA).

Embora os partidos venham manifestando apoio ao líder do Republicanos nos últimos dias, a eleição para a Presidência da Câmara só acontece em fevereiro de 2025.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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