Sóstenes ataca retirada das sanções e critica 'autoritarismo togado'
Deputado afirma que aplicação da Lei Magnitsky abriu caminho para enfrentar 'abusos de poder' e reclama do recuo do governo americano

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, criticou a decisão dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a empresa da família da lista de sanções da Lei Magnitsky. Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar afirmou que as sanções aplicadas pelo presidente Donald Trump haviam aberto “uma janela histórica para o Brasil”, representando, segundo ele, a primeira reação internacional “aos abusos de quem concentra poder além dos limites constitucionais”.
Sóstenes defendeu que a medida não era ingerência externa, mas “consequência”: na visão dele, quando as instituições brasileiras falham em conter excessos, o sistema internacional responde. O deputado afirmou que caberia agora ao país “restaurar o equilíbrio entre os Poderes” e evitar o que chamou de “autoritarismo togado”. Ele citou até Isaías 10:1 para reforçar o tom de denúncia: “Ai dos que decretam leis injustas”.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



