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Senado realiza segunda sessão de debates sobre fim da escala 6x1 nesta quarta (7)

PEC que acaba com a escala 6x1 avança no Senado, entra na segunda sessão de debates e amplia disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

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Senado realiza segunda sessão de debates sobre fim da escala 6x1; PEC entra no centro da disputa presidencial
Senado realiza segunda sessão de debates sobre fim da escala 6x1; PEC entra no centro da disputa presidencial • Reprodução

O Senado Federal realiza nesta quarta-feira (7), a partir das 14h, a segunda das cinco sessões de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221) que extingue a escala de trabalho 6x1. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantém os salários e garante dois dias de descanso por semana.

A primeira sessão de debates foi realizada na terça-feira (6). Nessa fase da tramitação, os senadores apenas discutem o mérito da proposta. A votação em primeiro turno só poderá ocorrer após o cumprimento das cinco sessões regimentais de debate. Nesta semana, estão previstas três sessões, terça, quarta e quinta-feira, e outras duas devem ocorrer na próxima semana. O calendário pode ser encurtado apenas se houver acordo entre os senadores.

Alcolumbre: rito será cumprido antes da votação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a inclusão da PEC na pauta seguiu o rito normal da Casa e explicou que o texto somente poderá ser votado depois da conclusão das cinco sessões de discussão: "É uma proposta importante que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e que carecia de aprovação do Senado Federal. Na sexta-feira passada, antes da eleição, publiquei a pauta como faço regularmente para que os senadores soubessem o que seria debatido. Caso consigamos concluir as cinco sessões de debates na semana que vem, do ponto de vista regimental, a matéria estará apta para deliberação em primeiro turno", afirmou.

Lula transforma votação em teste político

A proposta se tornou uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Durante agenda de campanha, Lula afirmou que a votação servirá para mostrar quais partidos realmente defendem a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários: "Hoje o Senado da República começa a discutir a aprovação do fim da escala 6x1, que nada mais é do que garantir que as pessoas trabalhem cinco dias e fiquem dois dias em casa. O meu adversário vai ter que tomar uma decisão sobre se vai mandar a bancada do partido dele votar favoravelmente. Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair", declarou.

Segundo Lula, a proposta atende a uma demanda da sociedade e representa um avanço nas relações de trabalho, ao ampliar o tempo de convivência familiar e de descanso dos trabalhadores.

Flávio Bolsonaro critica proposta e defende flexibilização

Já o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a PEC e afirmou que sua proposta é dar mais liberdade para que empregados e empregadores definam a jornada de trabalho: "O meu posicionamento é o que já é público: tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária. Muitas mães, por exemplo, não conseguem trabalhar oito horas por dia porque não têm com quem deixar os filhos. Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte sua jornada conforme sua possibilidade e necessidade. Quem quiser trabalhar mais vai trabalhar mais. Quem quiser trabalhar menos terá esse direito. É isso que sempre vamos defender: a liberdade", afirmou.

Apesar do avanço da tramitação, a aprovação da PEC ainda é considerada incerta. O texto enfrenta resistência de parte da oposição e também de representantes do setor produtivo.

Para ser aprovada, a proposta precisará do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.

Além disso, o resultado do primeiro turno das eleições alterou o ambiente político no Senado. O PL saiu das urnas como a maior bancada da Casa a partir da próxima legislatura, fator que já influencia as negociações em torno da proposta e da futura eleição para a presidência do Senado.

Enquanto governo e oposição buscam apoio para seus posicionamentos, as próximas sessões de debate devem servir para medir o grau de apoio à PEC antes de sua votação em plenário.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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