Secretário de Cultura admite atrasos em editais e diz que gestão Zema faz 'dever de casa cambaleando'
Em conflito com deputados, Secretário Leônidas de Oliveira reclamou de falta de funcionários para atender 853 cidades

Acusado por deputados de atrasar editais e ter gestão pouco transparente, o Secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, reconheceu os atrasos e reclamou de falta de funcionários para atender os 853 municípios.
Leônidas tem sido duramente criticado por atrasar a abertura dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e foi convocado por deputados para prestar esclarecimentos na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Na audiência pública que teve vários momentos de tensão, nesta quinta-feira, Leônidas afirmou que a subsecretaria de cultura, responsável pela área de fomento, conta apenas com seis funcionários. Ele admitiu que o governo Zema está fazendo o "dever de casa cambaleando".
"Nós fomos tentando, numa tentativa de problemas da Lei Paulo Gustavo, dos editais que saíram, com muitos erros, de ir adaptando e trocando a equipe. Uma equipe que já estava cansada, numa busca incessante de tentar oferecer um melhor serviço. Mas eu quero dizer que na equipe do [Black] Dom tem seis pessoas. Então eu quero dizer que além de nós, fazermos nosso dever de casa cambaleando, nós temos que ajudar 853 municípios a fazer os seus editais. Muitos fazem sem nós, mas a gente está sempre disposto a ajudar, porque a gente sente também que é nosso papel", afirmou.
Para liberar a fila de pendências de abertura de editais, a Secult-MG fez uma força-tarefa e contratou novos funcionários. No entanto, Leônidas disse que os novos profissionais não estão capacitados para fazer editais.
"O que está acontecendo é, e aí eu vou repetir a proposta de incompetência, dificuldade ou má-fé. Se for incompetência e dificuldade, tem caminho. É concurso público, é estabelecimento de cronograma, é prazo, é meta, é premiar os melhores da equipe, aqueles que são muito elogiados, e penalizar aqueles que têm críticas repetitivas sobre eles, porque o serviço público também tem condição de fazer isso [...] Agora, se for má-fé, aí a gente tem um problema. Porque o partido do governador votou contra todas essas leis de incentivo. O partido Novo foi contra no Congresso Nacional, eu vi gente fazer um cara de surpresa, eu recomendo a busca sobre essa informação, não acredite em mim. Busquem ela por vocês mesmos. Fechou a questão contra isso. Isso prejudica o turismo, gente, porque o turismo também depende da cultura para ganhar dinheiro e o partido do governador foi contra", discursou a deputada.
O valor liberado pela Lei Aldir Blanc para Minas Gerais em 2024 é de mais de R$ 180 milhões, cerca de R$ 160 milhões liberados para os municípios e outros R$ 20 milhões destinados ao Estado.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



