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Secretário de Cultura admite atrasos em editais e diz que gestão Zema faz 'dever de casa cambaleando'

Em conflito com deputados, Secretário Leônidas de Oliveira reclamou de falta de funcionários para atender 853 cidades

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Alexandre Netto | ALMG.

Acusado por deputados de atrasar editais e ter gestão pouco transparente, o Secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, reconheceu os atrasos e reclamou de falta de funcionários para atender os 853 municípios.

Leônidas tem sido duramente criticado por atrasar a abertura dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e foi convocado por deputados para prestar esclarecimentos na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Na audiência pública que teve vários momentos de tensão, nesta quinta-feira, Leônidas afirmou que a subsecretaria de cultura, responsável pela área de fomento, conta apenas com seis funcionários. Ele admitiu que o governo Zema está fazendo o "dever de casa cambaleando".

"Nós fomos tentando, numa tentativa de problemas da Lei Paulo Gustavo, dos editais que saíram, com muitos erros, de ir adaptando e trocando a equipe. Uma equipe que já estava cansada, numa busca incessante de tentar oferecer um melhor serviço. Mas eu quero dizer que na equipe do [Black] Dom tem seis pessoas. Então eu quero dizer que além de nós, fazermos nosso dever de casa cambaleando, nós temos que ajudar 853 municípios a fazer os seus editais. Muitos fazem sem nós, mas a gente está sempre disposto a ajudar, porque a gente sente também que é nosso papel", afirmou.

Para liberar a fila de pendências de abertura de editais, a Secult-MG fez uma força-tarefa e contratou novos funcionários. No entanto, Leônidas disse que os novos profissionais não estão capacitados para fazer editais.

"O que está acontecendo é, e aí eu vou repetir a proposta de incompetência, dificuldade ou má-fé. Se for incompetência e dificuldade, tem caminho. É concurso público, é estabelecimento de cronograma, é prazo, é meta, é premiar os melhores da equipe, aqueles que são muito elogiados, e penalizar aqueles que têm críticas repetitivas sobre eles, porque o serviço público também tem condição de fazer isso [...] Agora, se for má-fé, aí a gente tem um problema. Porque o partido do governador votou contra todas essas leis de incentivo. O partido Novo foi contra no Congresso Nacional, eu vi gente fazer um cara de surpresa, eu recomendo a busca sobre essa informação, não acredite em mim. Busquem ela por vocês mesmos. Fechou a questão contra isso. Isso prejudica o turismo, gente, porque o turismo também depende da cultura para ganhar dinheiro e o partido do governador foi contra", discursou a deputada.

O valor liberado pela Lei Aldir Blanc para Minas Gerais em 2024 é de mais de R$ 180 milhões, cerca de R$ 160 milhões liberados para os municípios e outros R$ 20 milhões destinados ao Estado.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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