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André Mendonça diz que salário de ministro do STF dá ‘condição média’ de vida

Ministro do STF afirmou que magistrados não podem ter a pretensão de ficar ricos e precisam controlar as despesas do dia a dia

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal • Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário recebido por magistrados proporciona uma “condição média” de vida, embora esteja “muito acima” da realidade da maior parte dos brasileiros.

“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, declarou.

Segundo Mendonça, a remuneração dos magistrados não permite uma “vida nababesca”, como classificou. Apesar disso, ele reconheceu que a categoria está entre as mais privilegiadas do país. “Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, afirmou.

A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na sexta-feira (21), na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Rendimentos de Mendonça

Dados do Portal da Transparência do STF mostram que os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano somaram R$ 182.029,10. No período, os valores mensais variaram de R$ 18.881,92, registrados em abril e maio, a R$ 43.028,21, em janeiro. A média dos rendimentos líquidos recebidos pelo ministro nos sete primeiros meses do ano foi de R$ 26.004,16 por mês.

Trabalho no STF

Durante o mesmo evento, Mendonça também falou sobre as dificuldades enfrentadas no trabalho na Suprema Corte. Segundo o Estadão, o ministro afirmou que os dois primeiros anos no STF foram marcados por “períodos de muita infelicidade”. Atualmente, ele disse viver “muito mais o ônus e a responsabilidade” do cargo do que qualquer outra coisa.

André Mendonça ocupa uma cadeira no STF desde dezembro de 2021, quando foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. O ministro é relator de duas investigações de grande repercussão conduzidas pela Polícia Federal: a que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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