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Saiba quem é Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central

Economista presidirá a autoridade monetária a partir de 2025, substituindo Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

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O futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo • Pedro França/Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (8) a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central (BC). Foram 66 votos a favor e cinco contrários. O economista foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto deste ano, confirmando o favoritismo para o cargo.

Ele substituirá Roberto Campos Neto, nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro deste ano. A aprovação da indicação é considerada uma formalidade, já que as rejeições a nomes para o comando da autoridade monetária são raras.

Quem é Gabriel Galípolo?

Aos 42 anos, Gabriel Muricca Galípolo é formado em Ciências Econômicas e mestre em Economia Política. Em seu currículo, consta também a fundação, em 2009, da Galípolo Consultoria, da qual foi sócio-diretor até 2022. Entre 2017 e 2021 foi presidente do Banco Fator.

Conselheiro desde a campanha eleitoral de 2022, ele fez parte da equipe de transição do governo Lula. Após a posse, virou homem de confiança do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e assumiu o posto de secretário-executivo do Ministério da pasta.

Em maio de 2023, ele foi indicado por Lula para a Diretoria de Política Monetária do Banco Central e teve seu nome aprovado pelo Senado em julho. À época, a indicação já sinalizava que o presidente poderia escolhê-lo no ano seguinte para o comando da autoridade monetária.

Além disso, ele foi professor do MBA de PPPs e Concessões da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP) em parceria com a London School of Economics and Political Science.

Expectativas sobre Galipolo

O futuro presidente do BC tem atraído a atenção do mercado financeiro devido a suas declarações que sinalizam um possível novo ciclo de aumento da taxa de juros.

Desde maio, a Selic estava fixada em 10,5% ao ano, mas na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em setembro, houve um ajuste, elevando a taxa para 10,75%.

Durante o período que antecedeu essa reunião, Galípolo enfatizou, em diversas ocasiões, que um aumento da Selic estava em discussão e que a medida seria adotada sem hesitação se necessário para manter a inflação dentro da meta estabelecida.

A votação no Senado era aguardada com expectativa, já que o desempenho de Galípolo à frente do BC será crucial para os rumos da política monetária brasileira, alvo de discordância entre a equipe econômica do governo federal e a instituição autônoma, até então comandada por Campos Neto.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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