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Reunião para discutir ajuda ao BRB está marcada para esta quinta (28)

A audiência foi marcada pelo ministro Luiz Fux, relator do caso, após uma primeira tentativa de acordo realizada nesta semana

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Ministro Luiz Fux, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 7 réus • Andressa Anholete/STF

Representantes do Governo do Distrito Federal e da União participam nesta quinta-feira (28) de uma nova rodada de negociações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar viabilizar uma operação de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB).

A audiência foi marcada pelo ministro Luiz Fux, relator do caso, após uma primeira tentativa de acordo realizada nesta semana. O encontro deve ocorrer às 10h e contará novamente com integrantes da equipe econômica federal, representantes do Banco Central e do governo distrital.

O plano em análise prevê a liberação de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para o Distrito Federal, por meio de uma operação de empréstimo. A proposta inclui garantias oferecidas por bancos públicos e privados, além da utilização de receitas futuras do DF como contrapartida.

O tema ganhou urgência após o agravamento da situação financeira do BRB, em meio às consequências da tentativa frustrada de compra do Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

Durante a primeira reunião, realizada na terça-feira (26), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a União está disposta a flexibilizar regras fiscais atualmente impostas ao Distrito Federal para permitir uma operação de crédito mais robusta.

Pelas normas atuais do Plano de Ajuste Fiscal (PAF), o GDF enfrenta limitações para contratar empréstimos acima de R$ 900 milhões.

Durigan também afirmou que as investigações relacionadas ao Banco Master continuam em andamento e classificou o cenário envolvendo o BRB como delicado.

Segundo o ministro, eventuais valores recuperados em apurações sobre supostos atos ilícitos poderão futuramente ser direcionados para recompor as finanças do banco e do próprio governo distrital.

Crise começou após tentativa de compra do Banco Master

A origem da crise remonta a março de 2025, quando o conselho do BRB aprovou a aquisição de 58% do Banco Master.

O negócio previa que o banco estatal do Distrito Federal assumisse o controle da instituição privada, mas a operação acabou barrada pelo Banco Central diante de questionamentos sobre riscos financeiros e regulatórios.

Meses depois, a Polícia Federal lançou a Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de venda de títulos de crédito falsos.

Na primeira fase da investigação:

  • Daniel Vorcaro foi preso;
  • o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acabou afastado do cargo.

Em abril deste ano, Costa voltou a ser alvo da PF e foi novamente detido em uma nova etapa da operação.

Ação foi levada ao Supremo

Diante da dificuldade para estruturar uma solução financeira para o BRB, o Governo do Distrito Federal acionou o STF no último dia 19 de maio.

O processo ficou sob relatoria de Luiz Fux, que decidiu convocar uma audiência de conciliação entre União e GDF para buscar um acordo sobre a operação de socorro ao banco.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.