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Cinco prefeitos de MG se reúnem com Cármen Lúcia para discutir mudanças no repasse do ICMS

A reunião com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia ocorreu na tarde desta quarta-feira (27), na sede da Corte, em Brasília

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Cármen vê avanços, mas mantém obrigações ambientais ao governo Lula | CNN Brasil
Cármen vê avanços, mas mantém obrigações ambientais ao governo Lula | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

Os prefeitos das cidades de Contagem, Betim, Vespasiano, Juiz de Fora e Uberlândia participaram nesta quarta-feira (27) de uma reunião com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, que é a relatora de uma ação que questiona o repasse do ICMS, que é um tributo estadual, aos municípios mineiros.

A ação, movida pelo PCdoB, pede que seja declarada a inconstitucionalidade de uma Lei Estadual, que entrou em vigor em 2023, que alterou as regras de repasse do ICMS, aumentando de 2% para 10% a transferência para os municípios com melhores índices de aprendizagem.

Os prefeitos mineiros defendem que as regras levem em consideração o tamanho da rede pública de ensino e os desafios das cidades.

“Nós estamos lutando por Justiça. Porque a rigor, sequer essa distribuição, que é desigual, na medida que desconsidera o número de alunos em cada rede, sequer isso, necessariamente, será investido em educação. Como é um repasse de ICMS nós podemos, na verdade, aumentar a desigualdade em termos de políticas públicas”, criticou Salomão.

O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), destacou que a ideia é buscar melhorias para os alunos da rede pública.

“Estamos atrás dos nossos direitos para que a gente possa ensinar bem os nossos municípios”, afirmou o prefeito de Uberlândia.

O prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL), adiantou que a ministra Cármen Lúcia irá encaminhar o tema para análise do Plenário do STF.

“Estamos contestando uma lei que não é apenas injusta, mas também temerária, porque gera prejuízos ao estado e aos municípios, sobretudo, aos alunos, porque a distribuição é feita de maneira desproporcional. Existem municípios que recebem 10 reais por ano, por aluno, e outros que recebem 25 mil reais. Não pode se sustentar uma divisão tão injusta assim”, disparou ele.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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