A bancada do PT na Câmara dos Deputados decidiu neste sábado (23), apresentar uma notícia de fato à Procuradoria Geral da República e uma representação ao Conselho de Ética contra o deputado federal Mário Frias, do PL de São Paulo, depois da divulgação de comprovantes que, segundo parlamentares petistas, indicam movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma ex-funcionária do gabinete do deputado.
De acordo com os documentos revelados pela imprensa, a assessora teria realizado pagamentos de despesas pessoais ligadas à família de Mário Frias, incluindo a fatura do cartão de crédito da esposa do parlamentar, transferências via Pix para a mãe dele e repasses ao então chefe de gabinete. Para o PT, os elementos levantam suspeitas de prática de rachadinha, esquema caracterizado pelo desvio de parte dos salários de assessores parlamentares para benefício privado.
Além disso, a bancada também quer investigação sobre uma emenda parlamentar ligada ao filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os deputados mencionam possíveis indícios de lavagem de dinheiro em movimentações financeiras entre Brasil e Estados Unidos.
Outro ponto questionado é a viagem feita por Mário Frias ao Bahrein. Segundo os petistas, o deslocamento internacional teria ocorrido sem autorização formal da Mesa Diretora da Câmara, o que pode violar regras previstas no regimento interno da Casa.
Em nota política, a bancada petista afirmou que os episódios mostram uma contradição entre o discurso moralista da direita e as suspeitas de irregularidades envolvendo aliados bolsonaristas. Até o momento, Mário Frias não se pronunciou sobre as medidas anunciadas pelo PT.