Privatização da Cemig depende de referendo mesmo sendo aprovada na ALMG, diz CEO da companhia
Na última semana, o governo de Minas Gerais anunciou a protocolação de um projeto de lei na Assembleia que pedia a privatização da Cemig e da Copasa

Nesta segunda-feira (18), o CEO da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, disse que a privatização da companhia exige um referendo popular, mesmo se o projeto de lei (PL), apresentado pelo governo de Minas Gerais na última semana, for aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Além de eliminar a consulta popular, a PEC enviada pelo governo à Assembleia reivindicava, também, a diminuição do número de votos para aprovar a venda de uma estatal. Atualmente, 48 dos 77 parlamentares precisam se posicionar favoravelmente a uma ideia do tipo. Zema, porém, queria diminuir a quantidade mínima de votos necessários para 38. Porém, a PEC 24/2024 foi retirada de pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em fevereiro deste ano.
O PL, protocolada pelo governador em exercício, Mateus Simões (Novo), na ALMG pretende transformar a Cemig em uma "corporation", nos moldes da desestatização da Eletrobras.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



