Flávio Bolsonaro explica nas redes motivo de ausência no 1º debate
Candidato pelo PL fez duras críticas ao atual governo e apresentou propostas para segurança e combate à inflação

Após não comparecer ao primeiro debate presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) postou em suas redes um vídeo para conversar com os eleitores. O candidato afirma querer debater contra o presidente Lula (PT) e teceu críticas ao atual governo.
"Eu quero debater, mas eu quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida. Eu quero debater com quem acabou com o poder de compra dos brasileiros, com quem está endividando as famílias, sufocando as empresas, empresários e microempreendedores. Eu quero debater um responsável por sufocar quem gera emprego nesse país. Eu quero debater com quem é responsável por você, cidadão, trabalhador, estar parcelando em até seis vezes uma pizza".
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que Lula não acredita em Deus e que um dos primeiros atos será decretar o Brasil como um estado cristão. O candidato pelo PL ainda afirmou que o projeto do atual governo deu errado.
"Eu quero debater com quem não acredita em Deus, porque quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo. É com esse cara que eu quero debater, com quem está destruindo o Brasil e representa um projeto que já deu errado".
Lulinha
O senador citou ainda o filho do presidente, Lulinha, e os inquéritos contra ele, além de voltar a afirmar que o projeto do atual governo ter dado errado.
"O Lulinha é alvo de vários inquéritos para investigar tráfico de influência, corrupção e repasses para ele. E as mensagens da Polícia Federal, você viu? O futuro deles é a Suíça, o seu presente é parcelar pizza em seis vezes e andar na rua olhando para trás para ver se contém alguém te seguindo para roubar o seu celular. É por isso que eu falo que o projeto deles já deu errado, não deu errado para eles, deu errado para você".
Adversários
Lula e Flávio foram atacados diversas vezes ao longo do debate deste domingo. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) foram os únicos candidatos presentes.
Segundo Flávio, os que estiveram no debate não são seus adversários. O vereador disse que o único que ele quer enfrentar é o atual presidente, Lula.
"Os que foram (ao debate) não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder e está destruindo o Brasil. Você sabe muito bem de quem eu estou falando. O meu adversário é quem está no poder e faz muita força para acabar com a economia e com a segurança das famílias brasileiras. Você sabe quem ele é. É com ele que eu quero debater. E você pode ter certeza. Nós vamos tirar o Brasil do vermelho. Vamos tirar as famílias do vermelho. E em outubro o Brasil vai vencer".
Propostas
Para encerrar o vídeo, Flávio falou sobre três propostas de governo. O candidato começou falando sobre os impostos e o retorno para as pessoas. O vereador chamou de "tesouraço", por querer fazer muitos cortes.
"O atual governo gasta demais e aumenta impostos pra arrecadar ainda mais pra pagar as despesas. Mas eles gastam cada vez mais e precisam aumentar ainda mais impostos. A conta não vai fechar nunca. O governo se entope em dívidas e puxa você por um endividamento também. Quem paga a conta é a dona de casa no caixa do supermercado, é um microempreendedor que não tá mais conseguindo pagar suas contas. Menos impostos sobre quem produz, menos peso do governo sobre quem entrega".
"Corte na burocracia, corte na burocracia. Corrupção, corte nos atos normativos, corte em decretos, corte em portarias, corte nos impostos. É isso que significa o 'tesouraço' que eu vou fazer".
O segundo tópico citado pelo candidato foi a segurança pública. Flávio afirmou que dará mais liberdade para a polícia, além de classificar as facções criminosas como organizações terroristas.
"Segundo, segurança de verdade. Facção criminosa tem que ser tratada como o que é, organização terrorista. Não é o caso de política social, é o caso de polícia, de leitura, para prender bandidos violentos e manter preso fora de circulação. Vai ter que trabalhar para pagar a sua estadia no presídio. E os nossos policiais vão ter respaldo legal para trabalhar ao invés de terem que responder a processos só porque trabalharam".
Por último, Flávio Bolsonaro citou o slogan de sua campanha e afirmou que são os fundamentos da própria vida.
Terceiro, um país que respeita a sua fé e a sua família. Deus, Pátria, Família e Liberdade não são um slogan de campanha para mim, são fundamentos para a vida".
Formado em jornalismo na PUC Minas. Tem passagens no ge.globo e como setorista do Atlético no Lance! Cobriu uma final de Libertadores e uma edição de Jogos Paralímpicos, além do dia a dia de clubes de futebol.



