Presidente da Cemig permanece no cargo, apesar de rumores de saída para Eletrobrás
Reynaldo Passanezi está há quatro anos à frente da estatal mineira

O diretor-presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, permanecerá no cargo, apesar dos rumores de que ele estaria de saída para Eletrobrás, estatal que foi privatizada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A empresa trocou de CEO em agosto, quando Wilson Ferreira Júnior renunciou ao cargo e Ivan de Souza Monteiro, que era presidente do conselho de administração da empresa, foi eleito. Passanezi está na presidência da Cemig desde janeiro de 2020.
Segundo fontes da empresa mineira, há pelo menos meio ano uma possível saída de Passanezi é assunto nos corredores da companhia. Há quem diga que o perfil de gestão de iniciativa privada seria incômodo entre os servidores mais antigos. Em 2022, o economista passou pela CPI da Cemig ileso, apesar das acusações de que a estatal teria contratado uma empresa ligada ao Novo para recrutar diretores. No primeiro escalão do governo, a informação é que o atual presidente permanecerá no posto enquanto desejar e só deixará o cargo se pedir para sair. "Totalmente falsa! Sem nenhuma possibilidade disso acontecer. Hoje, isso só aconteceria se ele pedisse pra sair", disse uma das fontes da coluna no Palácio Tiradentes.
Nesta terça-feira (16), circulou a informação de que estaria definido, inclusive, o nome para substituí-lo, que seria do atual diretor de distribuição, Marney Antunes.
A mudança foi desmentida, não apenas por fontes do governo, mas pela cúpula da Cemig que tratou o caso como "notícia sem qualquer procedência". Passanezi se reuniu com o governador Romeu Zema (Novo), nesta terça (16). Segundo a Cemig, o encontro foi para apresentar o “apresentar o andamento do plano de investimentos da empresa”.
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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



