Prefeito de BH diz que empréstimos não votados por vereadores serviriam para obras contra chuvas
Em meio a estragos por temporal dessa terça (23), Fuad Noman criticou poder Legislativo por deixar 'caducar' verba para Venda Nova

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), disse, nesta quarta-feira (24), que pedidos de empréstimo não votados pelos vereadores da cidade serviriam para ajudar a custear obras de prevenção às chuvas. Segundo ele, caso a Câmara Municipal não aprove solicitações para a captação de recursos, pode haver prejuízos, por exemplo, a ações para conter a força das águas.
Fuad falou sobre o tema durante entrevista coletiva para tratar dos estragos causados pelas chuvas que atingiram a capital mineira na noite dessa terça-feira (23).
O dinheiro para o Izidora serviria para ações como a contenção de enchentes. A urbanização das dependências da Ocupação Izidora também estava na mira.
Entre os outros três empréstimos citados por Fuad, está um no valor de R$ 1,1 bilhão, ligado à Caixa Econômica Federal. A ideia do Executivo municipal é utilizar as cifras para ações de moradia, mobilidade, saneamento, desassoreamento da Lagoa da Pampulha e intervenções em áreas de risco.
“Claramente, esses empréstimos seriam necessários — ou ainda serão necessários — para que possamos fazer novas obras. As obras atuais não pararam, mas tem mais coisa para fazer na cidade. Estamos vendo hoje. Se a Câmara não der sequência a esses projetos, vamos ter isso prejudicado”, criticou o prefeito.
Presidente da Câmara de BH rebate
A Itatiaia acionou a presidência da Câmara Municipal para obter comentários a respeito da declaração de Fuad. O chefe do Legislativo, Gabriel Azevedo, disse que nenhum dos empréstimos pleiteados por Fuad envolve as áreas mais afetadas pela chuva de terça-feira, como a Região Centro-Sul.
"O prefeito, obcecado com a reeleição e esquecendo de governar, só sabe pedir dinheiro e, evidentemente, nem lembra pra que serve cada empréstimo, o que demonstra claramente que a intenção é liberar recursos públicos, sem controle. O Santa Lúcia, por exemplo, onde vimos imagens de carros sendo levados, já tem uma barragem de contenção. Custaria à prefeitura apenas o esforço de fazer o seu trabalho e esvazia-la previamente para receber a água das chuvas, como foi feito em anos anteriores. A incapacidade da prefeitura de fazer o mínimo na estrutura que já existe diz muito sobre os riscos de endividar a cidade para fazer algo novo", rebateu Azevedo.
Empréstimo para Izidora é embate antigo
O dinheiro ligado à região da Izidora — e, consequentemente, à Bacia do Vilarinho — motivou, em 2021, outro embate entre Executivo e Legislativo. O primeiro pedido de empréstimo para bancar ações de prevenção às chuvas na região foi feito pelo então prefeito Alexandre Kalil (PSD). À época, a captação de recursos foi rejeitada por um voto.
O veto ao empréstimo abriu crise entre a prefeitura e a Câmara Municipal, à época presidida por Nely Aquino (Podemos).
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.





