Polícia Federal diz ao STF que não é possível eliminar barulho na cela de Bolsonaro
Defesa reclamou de ruído causado pelo sistema de ar-condicionado; PF afirma que mudanças exigiriam obras complexas e paralisação do prédio

A Superintendência da Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não é possível resolver o problema de barulho na cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está custodiado, causado pelo sistema central de ar-condicionado do prédio.
A resposta foi enviada nesta quarta-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após reclamação da defesa de Bolsonaro sobre o nível de ruído no local.
Segundo a PF, a Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente está preso fica próxima a áreas técnicas destinadas à instalação e ao funcionamento dos equipamentos de climatização do edifício, o que gera ruído constante no ambiente.
Sobre as alternativas sugeridas pela defesa — como adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução técnica — a PF afirmou que não consegue realizar intervenções desse tipo no momento.
De acordo com o documento, qualquer modificação efetiva exigiria ações complexas de infraestrutura e a paralisação total do sistema de climatização por um período prolongado, o que comprometeria o funcionamento da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.
“Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência”, diz o texto.
A PF concluiu afirmando que, no curto prazo, não há viabilidade técnica para eliminar ou reduzir o ruído, nem alternativa física que atenda às exigências de segurança para a instalação de outra Sala de Estado-Maior.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



