A vereadora de Belo Horizonte, Marcela Trópia, optou por permanecer filiada ao partido Novo, apesar de ter sido cortejada por outras legendas.
A parlamentar, que pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas eleições de outubro, afirmou que, diante do cenário, foi preciso superar as divergências internas e focar em pontos de convergência. “O Novo tem bandeiras muito claras, como a defesa da liberdade econômica e a desburocratização, que continuam fazendo sentido”, disse.
No fim de fevereiro, em conversa com a coluna, a vereadora havia dito que era um “respiro dentro do partido contra um bolsonarismo e um radicalismo” que, segundo ela, não faziam parte de sua trajetória política.
A declaração foi dada após a votação, em primeiro turno, da proposta que pretende restringir a participação de crianças em eventos como o Carnaval e a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ em Belo Horizonte.
Na ocasião, o líder da bancada na Câmara, Braulio Lara (Novo), votou favoravelmente ao texto, em aceno a parlamentares e eleitores mais conservadores. Trópia e a vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo) se abstiveram da votação.
No ano passado, em entrevista à revista IstoÉ, a parlamentar relatou estar sendo alvo de pressão interna para deixar o Novo antes das eleições. O motivo seriam posições independentes em relação ao grupo político do secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), conhecido como “família Aro”, que reúne grande parte dos vereadores da Câmara Municipal.
Resistindo a essas pressões, Trópia afirmou, em nota enviada à Itatiaia, que pretende contribuir para o fortalecimento da legenda em Minas.
Atualmente, o Novo conta com apenas dois deputados estaduais — Dr. Maurício e Zé Laviola — e três vereadores na Câmara Municipal de Belo Horizonte: Trópia, Bráulio Lara e Altoé.