PF apura prejuízos de R$ 220 mi com incêndios criminosos no Pantanal
Operação realizada nesta sexta-feira também apura casos de desmatamento e exploração ilegal de terras da União na região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul

A Polícia Federal (PF) realiza nesta sexta-feira (20) uma operação que apura a prática de incêndios criminosos, desmatamento e exploração ilegal de terras da União que estariam ocorrendo na região de Corumbá, Mato Grosso do Sul - cidade considerada a 'capital do Pantanal'. Os prejuízos causados pelos crimes representam mais de R$ 220 milhões, segundo a investigação.

A área, localizada na fronteira com a Bolívia, é frequentemente alvo de crimes ambientais, incluindo a grilagem de terras, acompanhada por fraudes em órgãos governamentais. Somente na região, a estimativa da PF é que a ocupação irregular das terras da União já atinge 6.419,72 hectares, utilizados para exploração econômica, principalmente na pecuária.
A perícia identificou a presença de pelo menos 2.100 cabeças de gado na área da União, embora se estime que mais de 7.200 animais tenham sido criados durante o período investigado.
Ainda conforme a Polícia Federal, os envolvidos podem responder por uma série de crimes, incluindo incêndio em áreas de mata, desmatamento, exploração de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.
A operação foi batizada de Prometeu, e faz referência ao personagem da mitologia grega que, ao roubar o fogo dos deuses, entregou-o à humanidade, mas acabou sendo severamente punido por seu ato. De acordo com a PF, o ato simboliza o uso inadequado do fogo no Pantanal para fins de pecuária e a expansão sobre o bioma.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



