Pacheco diz que reforma tributária não é perfeita, mas é a 'possível'
Senado aprovou na quinta o projeto que detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma tributária

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse na quinta-feira (12) que os senadores entregaram a regulamentação da reforma tributária “possível" e destacou que o projeto foi aprovado após 30 anos de discussão.
“Um dia muito relevante e importante para o Senado e para o Brasil. Longe de ser uma reforma perfeita, mas foi a reforma possível e uma boa reforma tributária no Brasil, depois de mais de três décadas de luta no Congresso Nacional", declarou Pacheco a jornalistas.
Ontem, os senadores aprovaram o projeto que detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma tributária: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), apelidado de “imposto do pecado”, que incidirá sobre os produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Agora, a proposta precisa passar por uma nova análise da Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A previsão é que isso aconteça na próxima semana.
“Nós temos cinco dias úteis na semana que vem. O presidente Arthur Lira me disse que está disposto a fazer sessão na segunda-feira. É plenamente possível submeter à apreciação e à votação na Câmara, mandar para o Senado. Nós daremos o regime de urgência nessa tramitação e temos essa apreciação, dentro de um limite", disse.
Além disso, o presidente do Senado também afirmou que pretende colocar para votação na próxima terça-feira (17) o projeto de lei que renegocia a dívida dos Estados. O texto aguarda a última análise pelos senadores antes de seguir para sanção presidencial.
Outro projeto que pode ser apreciado pelo Senado na próxima semana é o que proíbe o uso de celulares em escolas, aprovado na Câmara nesta semana.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



