Oposição reage a desfile em homenagem a Lula na Sapucaí e promete acionar Justiça
Presidente foi enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro

Integrantes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageou a trajetória do petista, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na noite de domingo (15).
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que se o enredo tivesse sido realizado em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o desfecho seria outro.
“Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e inelegibilidade vitalícia", escreveu o parlamentar mineiro em seu perfil no X.
Já o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), criticou, em um vídeo, a ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, que satirizou esse espectro político com fantasias de latas de conserva com o desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças.
A escola escolheu 4 representantes dos grupos que, segundo a agremiação, “levantam a bandeira do neoconservadorismo”: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Zema afirmou que irá à Justiça contra o que considera um “preconceito religioso”.
“Agora eu vejo uma ala desse desfile do Lula colocando evangélico dentro de lata, como se fosse caricatura. Isso não é arte, isso é sim desrespeito. Você pode discordar de alguém, pode debater política, mas ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso. E preconceito religioso é crime”, declarou o chefe do Executivo mineiro.
Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo de um dos carros da escola que trazia a representação do palhaço Bozo preso e com tornozeleira eletrônica, em referência a Bolsonaro.
“Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião", escreveu.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



