Operação da PF cumpre mandados de prisão contra grupo que aliciava migrantes no Brasil
Agentes cumprem 35 mandados de prisão e 7 de prisão; ‘coiotes’ cobravam 10 mil dólares para atravessar pessoas na fronteira dos Estados Unidos

- Porto Velho (RO)
- Guajará-Mirim (RO)
- São Paulo (SP)
- Jardinópolis (SP)
- Sumaré (SP)
- Montes Claros (MG)
- Boa Vista (RR)
- Assis Brasil (AC)
- Manaus (AM)
Como funcionava
De acordo com as investigações, o grupo aliciava migrantes, especialmente da Ásia, com foco em cidadãos de Bangladesh e Nepal, oferecendo a eles a possibilidade de entrar ilegalmente nos EUA. Os migrantes eram transportados por rotas clandestinas, frequentemente em condições perigosas, e pagavam, em média, cerca de dez mil dólares pelo “serviço”.
O esquema operava através de redes transnacionais que se iniciavam no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde os migrantes chegavam ao Brasil, até as cidades de fronteira no Norte do país, como Guajará-Mirim, utilizada para acesso à Bolívia, e Assis Brasil, que leva ao Peru. A partir dessas localidades, os migrantes seguiam, por via terrestre, em direção à fronteira com os EUA.
Os envolvidos na operação gerenciavam diversos aspectos do esquema, incluindo pagamentos, documentação fraudulenta e transporte ao longo do trajeto. A investigação visa responsabilizar não apenas os principais líderes, mas também colaboradores como agentes de viagens, taxistas, hoteleiros e “coiotes”.
Além do contrabando, as investigações também revelaram fraudes em pedidos de refúgio, que indicam um aumento incomum no número de solicitações de nacionais sul-asiáticos, sem justificativas claras. Esse padrão sugere um abuso do sistema de proteção humanitária.
A Operação Everest teve início a partir de prisões em flagrante de “coiotes” na fronteira com a Bolívia ao longo de 2023. Até agora, seis pessoas foram detidas e 22 migrantes do Nepal e da Índia foram resgatados em Guajará-Mirim. Os investigados são acusados de contrabando de migrantes e associação criminosa.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



