Ônibus em BH: entenda melhorias que serão cobradas das empresas a partir de agosto
Superintendente de Mobilidade, André Dantas, detalhou as contrapartidas exigidas das empresas de ônibus na capital após aprovação de subsídio

Além do preço da passagem dos ônibus em Belo Horizonte cair neste sábado (8) nas linhas convencionais, passando de R$ 6 para R$ 4,50, a prefeitura anunciou que a aplicação das melhorias no transporte público - uma exigência feita às empresas - devem começar já no próximo mês.
Veja mais:
-
PBH detalha plano para redução da passagem, aumento de viagens e renovação da frota
-
Câmara cria comissão para analisar veto de Fuad à tarifa gratuita nos finais de semana
Segundo a PBH, as mudanças para melhorar a qualidade dos ônibus da capital serão implementadas gradualmente, até 31 de dezembro.
Está previsto o aumento de 10% nas viagens diárias de ônibus, passando de 21,7 mil para 23,8 mil. O texto prevê também que 220 linhas devem ser alteradas, e 420 novos veículos devem ser comprados.
“Se tudo acontecer como estamos esperando, vamos pagar na segunda-feira a primeira parcela para as empresas. A partir do dia 1º vamos começar com os programas de melhorias nos ônibus. É preciso reformar a frota, em pelo menos 420 ônibus, tanto melhorar a frota quanto aumentar o número de ônibus”, explicou Fuad Noman.
O superintendente de Mobilidade, André Dantas, ressaltou o trabalho intenso de fiscalização, e explicou que várias determinações devem ser cumpridas pelas empresas para o recebimento do subsídio de R$ 512,8 milhões.
“Vamos supor que encontramos, no meio da Avenida Afonso Pena, um veículo sem autorização de tráfego. Aquela viagem não será remunerada e todas as outras viagens não serão e não haverá o pagamento. O mesmo acontece com o ar condicionado, temos regras específicas, seguindo normas técnicas para autuar e pedir o recolhimento do veículo após o fim da viagem. Limpeza e conservação, se o veículo estiver rodando (não tiver condições), não haverá o pagamento. O mesmo com a pontualidade e cumprimento do quadro de horários”, afirmou o superintendente.
“Se a viagem prevista para às 6 horas não acontecer às 6 horas, haverá uma penalização para a empresa. Se ela não for realizada dentro do tempo previsto, haverá penalização. Se o ônibus ficar passeando onde não deveria, fazendo quilômetros não especificados, não vai ser remunerado. Nós sabemos as extensões das linhas, não permitiremos que sejam alteradas”, explicou Dantas.
Ainda segundo André, a partir do ano que vem o valor do subsídio para compensar o valor da passagem no transporte público já deve ficar previsto na Lei de Orçamento Anual do Município, ou seja, sem necessidade de serem votados novas leis.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

